terça, 14 de abril de 2026

Lindbergh Farias aciona o STF e pede a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou, nesta segunda-feira (6), um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a prisão preventiva do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A iniciativa do parlamentar petista surge após declarações recentes de Eduardo, que mencionou a possibilidade de denunciar supostas irregularidades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no contexto das eleições deste ano. Para Lindbergh, tal postura representa uma tentativa de utilizar apoio estrangeiro para constranger as instituições democráticas brasileiras.

A polêmica ganhou força após uma entrevista concedida por Eduardo Bolsonaro ao portal Metrópoles, na qual ele utilizou como argumento um relatório divulgado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA. O documento em questão faz críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, alegando a existência de censura no Brasil e apontando possíveis riscos de interferência no processo eleitoral de outubro. Na visão do ex-parlamentar, o relatório serviria como um alerta internacional sobre o funcionamento da Justiça Eleitoral no país.

Em sua fundamentação ao STF, Lindbergh Farias argumentou que Eduardo Bolsonaro mantém uma estratégia de ataque contínuo aos órgãos institucionais, agora com um foco direto nas eleições. O deputado do PT sustenta que a conduta é grave e gera o risco de reiteração, o que exigiria uma resposta enérgica da Suprema Corte para garantir a ordem pública. Segundo ele, as falas do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro buscam deslegitimar o sistema eletrônico de votação e a soberania das decisões judiciais brasileiras por meio de pressão externa.

Além do pedido de prisão, Lindbergh solicitou que o Supremo adote medidas cautelares e encaminhe o caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF). O objetivo é que as autoridades iniciem uma investigação aprofundada para verificar se as declarações configuram crimes contra o Estado Democrático de Direito. O caso agora aguarda análise do STF, que deverá decidir se as manifestações de Eduardo Bolsonaro ultrapassam os limites da liberdade de expressão e representam uma ameaça real ao processo eleitoral.

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