

O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, oficializou nesta sexta-feira um pedido para que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, compareça ao Congresso. O objetivo é prestar esclarecimentos sobre a recente substituição do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que comandava as investigações sobre fraudes no INSS e apurava a suposta ligação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com o esquema. Para o parlamentar, a mudança no comando do inquérito em um estágio avançado levanta dúvidas que precisam ser respondidas com transparência para a população.

Em suas redes sociais, Sóstenes criticou o que chamou de tratamento diferenciado entre os governos atual e anterior. Ele relembrou que, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou trocar um superintendente da corporação, houve uma forte reação de diversos setores da política e do Judiciário em defesa da independência da Polícia Federal. Segundo o deputado, o silêncio de algumas dessas vozes agora, no momento em que um delegado que investigava o filho do atual presidente é afastado, sinaliza uma seletividade política que prejudica a confiança na autonomia da instituição.
O delegado substituído vinha coordenando os trabalhos desde que o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e foi o responsável por solicitar a prisão de Antônio Camilo Antunes, o empresário conhecido como “Careca do INSS”, suspeito de chefiar a organização criminosa. Por outro lado, a Polícia Federal justifica a alteração como um movimento técnico. De acordo com a corporação, o inquérito deixou a divisão de crimes previdenciários e foi transferido para o setor de combate à corrupção e lavagem de dinheiro, visando oferecer uma estrutura maior e mais robusta para o aprofundamento das investigações financeiras.







