

O Governo de São Paulo estruturou um plano robusto para enfrentar a temporada de estiagem de 2026, com foco em respostas rápidas e monitoramento tecnológico. Em entrevista ao “SP Pod”, programa da Agência SP, o capitão da Defesa Civil estadual, Maxwel de Souza, revelou que as ações preventivas deste ano foram aperfeiçoadas com base no histórico severo de 2024. Aquele período ficou marcado como a pior seca já registrada na história do estado, somando mais de 8 mil focos de incêndio que, no mês de agosto, deixaram quase todo o território paulista em chamas, exigindo uma mobilização sem precedentes para o controle da crise.

A experiência anterior consolidou a necessidade de uma atuação integrada entre diferentes setores públicos. Durante o momento mais crítico, a gestão estadual montou um gabinete de crise unindo o Corpo de Bombeiros, forças de segurança, Defesa Civil e secretarias de governo. Essa força-tarefa agilizou o envio de aeronaves, viaturas, suporte logístico aos municípios e equipamentos de combate ao fogo. O capitão ressaltou que focar na conscientização da população é um pilar indispensável, uma vez que dados da Secretaria do Meio Ambiente mostram que 90% das queimadas no estado são provocadas por atividades humanas, sejam elas intencionais ou acidentes causados por descuido.
Para reverter esse cenário e conter o fogo logo no início, a grande aposta de São Paulo é o programa “Muralha Paulista do Fogo”. A iniciativa vai interligar os sistemas de monitoramento por imagem da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), criando um cinturão de vigilância nas proximidades das rodovias estaduais, locais onde costumam surgir as primeiras chamas. Por meio dessa plataforma, o centro de monitoramento receberá alertas automatizados e os operadores poderão enviar equipes de socorro em tempo real, evitando que os focos de calor tomem grandes proporções.
Além das queimadas comuns nos meses de seca, a Defesa Civil mantém um acompanhamento meteorológico ininterrupto para antecipar outros cenários climáticos extremos, como tempestades e vendavais, que têm se tornado cada vez mais frequentes. O órgão estadual trabalha de forma coordenada com as prefeituras de todas as 645 cidades paulistas, fornecendo suporte técnico, emitindo alertas preventivos para os moradores e oferecendo treinamentos para que as equipes locais estejam preparadas para agir tanto na prevenção quanto na recuperação de desastres naturais.







