sexta, 10 de abril de 2026

Levantamento internacional aponta que população de jumentos no Brasil supera 730 mil animais

Um novo levantamento estatístico realizado pela organização norte-americana World Population Review, com base em dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), indica que o rebanho de jumentos no Brasil ultrapassou a marca de 730 mil cabeças em 2026. Os números revelam uma realidade bem diferente das estimativas divulgadas nos últimos anos, sugerindo que a população desses animais é significativamente maior do que se acreditava. Segundo o zootecnista e administrador rural Alex Bastos, os dados atuais demonstram que o rebanho brasileiro é pelo menos dez vezes superior às projeções anteriores que careciam de fundamentação estatística sólida.

A organização responsável pelo estudo, sediada na Califórnia, utiliza indicadores demográficos globais provenientes de fontes oficiais, como o banco de dados Faostat da ONU. Especialistas do setor explicam que, embora a espécie tenha enfrentado uma redução populacional nas últimas décadas devido à mecanização do campo e à consequente perda de sua função econômica tradicional no meio rural, o volume total de animais ainda é expressivo. Para Bastos, o futuro do jumento, especialmente o da região Nordeste, depende de um distanciamento de debates polarizados e de um foco maior em planejamento técnico e integração entre ciência e poder público.

Estudos conduzidos em diversas universidades brasileiras têm reforçado o potencial econômico desses animais para além do trabalho braçal. As pesquisas apontam viabilidade para a produção de leite, carne e outros derivados que possuem mercado tanto no Brasil quanto no exterior. O jumento é considerado um animal extremamente resiliente e adaptado às condições climáticas do Semiárido, possuindo uma capacidade superior à dos bovinos de converter vegetações simples em energia e sobreviver em períodos de seca prolongada.

Diante desse novo cenário estatístico, defende-se o fortalecimento de bases de dados confiáveis para orientar a criação de políticas públicas eficazes. A ideia é que o desenvolvimento sustentável da espécie passe por uma regulação eficiente e pelo aproveitamento de suas características biológicas únicas. Com informações precisas sobre o tamanho real do rebanho, o setor produtivo e o governo podem traçar estratégias que transformem o animal, historicamente ligado ao passado rural, em um recurso viável para a economia regional moderna.

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