sábado, 10 de outubro de 2026

Levantamento aponta mais de 13 mil ataques virtuais direcionados a candidaturas LGBT+ nas eleições

Um estudo desenvolvido pela plataforma de monitoramento Sentinela revelou que perfis de candidatos LGBT+ nas redes sociais foram alvos de mais de 13 mil comentários com agressões e ofensas direcionadas ao longo da atual campanha eleitoral. O mapeamento analisou um universo superior a 300 mil interações com potencial ofensivo no Instagram, identificando que a imensa maioria dos ataques virtuais concentrou-se sobre candidaturas de mulheres e de pessoas negras pertencentes à comunidade.

A pesquisa, conduzida pelo Instituto Plena Cidadania, utilizou ferramentas digitais de inteligência artificial para rastrear o comportamento dos agressores e constatou evidências de ações orquestradas. Mais de 11 mil contas distintas estiveram envolvidas nos episódios, sendo que um pequeno grupo de perfis mais ativos respondeu de forma repetitiva pela disseminação em massa dos conteúdos discriminatórios. Além do espaço público nas redes, a entidade alerta para o envio recorrente de ameaças graves via e-mail e mensagens privadas por meio de servidores internacionais, o que dificulta a identificação dos autores pelas autoridades policiais.

Diante do volume de episódios registrados e da caracterização da LGBTfobia como crime pela legislação brasileira, o instituto protocolou acionamentos judiciais junto à Justiça Eleitoral contra postulantes a cargos públicos que promoveram discursos de ódio contra adversárias. Para mitigar os impactos emocionais causados pela violência política de gênero e identidade durante a disputa, o projeto oferece suporte psicológico gratuito e sigiloso para os candidatos e suas equipes de campanha, enquanto articula a expansão da metodologia de proteção democrática para outros países da América Latina.

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