

O futebol mundial se despede de um de seus maiores defensores com o falecimento do ex-zagueiro Franco Baresi, aos 66 anos, confirmado pelo AC Milan nesta sexta-feira. Ícone do clube de Milão e da seleção italiana nas décadas de 1980 e 1990, o ex-atleta travava uma batalha contra a saúde desde o ano passado, quando passou por um procedimento cirúrgico para a remoção de um nódulo no pulmão. Em fevereiro, ele fez uma marcante aparição pública como um dos condutores da tocha olímpica nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina, ao lado de seu antigo rival de campo Giuseppe Bergomi.

Consagrado como um dos zagueiros mais refinados da história por sua visão de jogo e liderança na posição de líbero, Baresi construiu uma trajetória lendária de duas décadas vestindo exclusivamente a camisa do Milan. Capitão por 15 temporadas, ele somou mais de 700 partidas pelo clube, conquistou seis títulos do Campeonato Italiano e três Liga dos Campeões, permanecendo leal à equipe mesmo nas passagens pela segunda divisão nacional no início dos anos 80. A identificação foi tamanha que o Milan aposentou em sua homenagem a camisa número 6, tornando-o o primeiro jogador do clube a receber a honraria.
Pela seleção da Itália, Baresi disputou 81 partidas e integrou o elenco campeão do mundo em 1982, além de capitanear a equipe nacional no vice-campeonato mundial de 1994, marcado por sua impressionante recuperação física após operar o joelho no decorrer do torneio. A confirmação de sua morte mobilizou manifestações de pesar e homenagens por parte de grandes nomes e entidades do esporte, como seu ex-companheiro Paolo Maldini e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, que destacaram sua postura ética e relevância para a história do esporte no país.











