sábado, 14 de março de 2026

Laudo pericial reafirma que vice-prefeito de Rio Preto não cometeu injúria racial

Um laudo pericial complementar solicitado pela Polícia Civil no caso que acusa o vice-prefeito de São José do Rio Preto, Fábio Marcondes (PL), de injúria racial contra um segurança do Palmeiras, após uma partida de futebol em fevereiro de 2025, manteve a conclusão de que Marcondes não proferiu termos racistas.

O laudo, finalizado em 6 de maio e realizado pela mesma perita do primeiro, Tatiana de Souza Machado, novamente descartou que Marcondes tenha pronunciado a palavra “macaco” após a análise da gravação. A perita reitera que ele disse “paca véia”, e não “macaco véio”.

Fábio Marcondes já foi ouvido sobre o episódio. O caso agora terá uma mudança de responsáveis, com o delegado seccional de Fernandópolis, Everson Aparecido Contelli, assumindo a investigação, conforme portaria publicada nesta quarta-feira (18).

Divergência com Laudo Particular e Repercussão do Caso

A defesa de Marcondes ainda não se posicionou sobre o novo laudo. No entanto, o advogado do Palmeiras afirmou que “o resultado do laudo não surpreende, já que foi realizado pela mesma perita”, e informou que “vai analisar o que pode ser feito agora”.

Antes do resultado do laudo complementar, o Palmeiras havia encomendado um laudo pericial particular, feito por um instituto de perícias de Curitiba. Esse documento de 21 páginas, que detalha o áudio do vídeo, indicou que o vice-prefeito de São José do Rio Preto pronunciou a palavra “macaco” contra o segurança. A análise do instituto, que incluiu uma transcrição fonética, também comprovou que o vídeo não sofreu edição que alterasse a fala de Fábio Marcondes.

O caso ocorreu em 23 de fevereiro, após uma partida de futebol em Mirassol. Na imagem, Marcondes aparece xingando o funcionário de “lixo”. Na sequência, quando o vice-prefeito está de costas para a câmera, é possível ouvir um grito. Imediatamente, um dos seguranças diz: “Racismo, não”.

Na manhã de 24 de fevereiro, Marcondes pediu exoneração do cargo de secretário de Obras, que acumulava, e solicitou licença médica da função de vice-prefeito por 20 dias. Depois disso, ele retornou às atividades na prefeitura, ocupando apenas o cargo de vice-prefeito. Em maio, o vice-prefeito reassumiu a Secretaria Municipal de Obras, após ficar afastado desde o início da investigação por injúria racial. Ele também se licenciou sem remuneração entre 16 e 26 de abril para uma viagem ao exterior.

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