

O laudo da perícia sobre o assassinato do empresário Geovani Svolkin, de 30 anos, ocorrido em uma briga generalizada em um bar de São José do Rio Preto (SP) há 16 dias, indica que os dois tiros que atingiram a vítima foram disparados pela frente.

O crime ocorreu em 26 de outubro. Keven Ígor Silveira Novaes, suspeito de efetuar os disparos no braço e no peito de Geovani durante a discussão, está foragido e teve a prisão temporária decretada pela Justiça. A confusão foi registrada por clientes do estabelecimento. Após o crime, o suspeito, que trabalhava como segurança em eventos e casas noturnas, fugiu de carro.
Motivação e Investigação
Segundo apuração da reportagem, a briga teria começado por motivo de ciúmes, após o irmão de Geovani se incomodar com o suspeito, que supostamente estaria interessado em uma amiga dele. Geovani se envolveu na discussão para defender o irmão e acabou sendo baleado. Câmeras de segurança registraram o momento em que Keven atira contra Geovani, que sai ferido, caminha na rua e, em seguida, cai desacordado.
O delegado Marcelo Ferrari, responsável pela investigação, confirmou que já ouviu dez testemunhas. Além disso, o pai de Keven foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo. A pistola de calibre ponto 40, considerada de uso restrito e utilizada no assassinato, pertencia ao pai, que é Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). Não há registro de autorização para que Keven tivesse a posse ou o porte da arma.
Defesa Alega Legítima Defesa
Em nota, os advogados de defesa de Keven, Renato Marão e Carlos Nimer, afirmaram que o cliente agiu em legítima defesa dos pais e ressaltaram que o laudo necroscópico confirma que os disparos não foram feitos pelas costas da vítima, corroborando a tese de que houve um confronto.
O caso foi registrado como homicídio e um inquérito policial foi instaurado no 1º Distrito Policial de Rio Preto. As investigações ainda não foram concluídas. Geovani Svolkin foi enterrado em 27 de outubro em Potirendaba (SP).















