domingo, 9 de agosto de 2026

Laudo da PF aponta falhas em acidente da Voepass que vitimou médica formada em Fernandópolis

Quase dois anos após a queda do voo 2283 da Voepass, acidente ocorrido em agosto de 2024 que resultou na morte de 62 pessoas em Vinhedo, no interior paulista, uma perícia da Polícia Federal concluiu que a tragédia foi provocada por falhas de manutenção e erros operacionais, e não apenas pelo clima adverso. A tragédia consternou o país e teve forte impacto na cidade de Fernandópolis, onde foi velado e sepultado o corpo da médica oncologista Arianne Albuquerque Estevan Risso, uma das vítimas que atuou profissionalmente no município.

As investigações da Polícia Federal revelaram que o sistema responsável pelo degelo do avião apresentava defeitos conhecidos e registrados por tripulações em voos anteriores, sem que os reparos fossem devidamente executados. O laudo apontou ainda o atraso em uma manutenção preventiva e indicou que o piloto sabia do problema técnico antes de decolar, mesmo estando ciente da previsão de formação de gelo na rota. Segundo a perícia, o acúmulo de gelo fez com que a tripulação perdesse o controle da aeronave ao não aplicar os protocolos de emergência necessários, o que deve levar ao indiciamento de funcionários e ex-funcionários da empresa aérea por atentado contra a segurança do transporte aéreo.

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