quarta, 8 de abril de 2026

Lama e buracos obrigam pai a usar carriola para levar filhos à escola em Rio Preto

As condições precárias das ruas de terra na Estância São Pedro 3, em São José do Rio Preto, têm imposto desafios extremos aos moradores em dias de chuva. Um vídeo registrado por uma família na manhã desta quinta-feira (12) mostra o momento em que um pai utiliza uma carriola para transportar seus dois filhos, de quatro e cinco anos, por um trecho tomado pelo barro e por buracos. A medida improvisada foi a única forma encontrada para que as crianças não perdessem a aula, já que a van escolar não consegue acessar a rua Jequitibá devido ao risco de atolamento no terreno instável.

A situação é ainda mais delicada para o filho mais velho, que possui diagnóstico de autismo nível dois de suporte. Segundo a mãe das crianças, Rosicléia Oliveira, a manutenção de uma rotina escolar é fundamental para o desenvolvimento do menino, mas o acesso ao transporte tem sido uma barreira constante. O pai, que prefere não se identificar, relatou que o trajeto até o ponto de embarque se torna uma tarefa penosa sempre que o clima muda, exigindo esforço físico e criatividade para atravessar o lamaçal sem sujar os uniformes ou causar acidentes.

O problema de infraestrutura não é exclusivo da Estância São Pedro 3. Moradores da Estância São Pedro 2 também reclamam que vias como a rua das Canelinhas estão intransitáveis. Segundo relatos da vizinhança, equipes da prefeitura chegaram a depositar entulho nas vias na semana passada, mas o material não foi devidamente compactado. Com as fortes chuvas, o entulho se soltou, agravando o surgimento de valetas e impedindo a circulação de carros de passeio e até de ambulâncias, deixando a comunidade isolada em casos de emergência.

Em resposta aos problemas relatados, a Prefeitura de São José do Rio Preto informou que estuda ampliar os pontos de parada do transporte escolar para facilitar o acesso dos moradores. Já a Secretaria de Serviços Gerais afirmou que as ruas citadas foram incluídas no cronograma de manutenção com prioridade. No entanto, o órgão ressaltou que a execução das obras, que envolvem o nivelamento do solo, depende de um período de estiagem para que a umidade da terra diminua, permitindo que as máquinas trabalhem de forma eficaz na recuperação das vias.

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