

A Justiça Militar realiza, na tarde desta terça-feira (30), a primeira audiência de instrução para ouvir testemunhas e vítimas no caso envolvendo cinco policiais militares. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa que atuava como grupo de extermínio e esquema de agiotagem em São José do Rio Preto, no interior paulista. O soldado Luis Guilherme Silva Pavani, os sargentos Saint Clair Soares, Carlos Henrique da Cruz Candido e os irmãos Rafael e Alan Victor Soares respondem formalmente pelos crimes de extorsão e organização criminosa.

As investigações, conduzidas pela Corregedoria da Polícia Militar, apontam que o grupo funcionava como uma rede de “assassinos de aluguel” no final de 2023. De acordo com a apuração, os policiais tinham funções bem definidas dentro da quadrilha, cuidando desde a liberação de empréstimos informais com juros abusivos até a cobrança violenta dos valores devidos. O bando é investigado por envolvimento direto em pelo menos seis assassinatos na região.
Os cinco policiais estão detidos preventivamente desde o ano passado no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na capital paulista, onde aguardam o andamento do processo. Enquanto a Justiça Militar julga os crimes de organização criminosa e extorsão cometidos pelos agentes, os assassinatos correm de forma separada na Justiça comum, sob a responsabilidade do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.










