quinta, 23 de abril de 2026

Justiça determina interdição de Fernando Henrique Cardoso por avanço do Alzheimer

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, passou a ser legalmente representado por seus familiares após uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo nesta quarta-feira (15). A Justiça aceitou o pedido de interdição judicial apresentado pelos filhos do ex-mandatário, reconhecendo que o avanço da doença de Alzheimer o impede de exercer plenamente a gestão de seus próprios atos civis. Com a medida, o filho Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador e terá a responsabilidade de administrar o patrimônio e as decisões administrativas do pai.

A solicitação da família foi baseada em um agravamento visível no estado de saúde do ex-presidente nos últimos meses. O processo judicial contou com a apresentação de atestados médicos detalhados que confirmam um declínio cognitivo progressivo, condição típica da evolução da doença. A interdição é um recurso jurídico utilizado para garantir a proteção e a correta administração dos bens de pessoas que, por questões de saúde, perdem a capacidade de discernimento e de autogestão.

Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil por dois mandatos, entre 1995 e 2002, e é uma das figuras mais influentes da história política recente do país. Em resposta aos questionamentos da imprensa, a assessoria de comunicação do ex-presidente confirmou a decisão judicial, mas ressaltou que não emitirá notas detalhadas ou comentários adicionais sobre o tema. Segundo os porta-vozes, o assunto é tratado pela família como uma questão de foro íntimo e de privacidade clínica.

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