quinta, 5 de fevereiro de 2026

Justiça determina afastamento de servidores após investigação de fraude em concurso de Auriflama

Foto: Reprodução/TV TEM

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o afastamento imediato de três servidores da Câmara Municipal de Auriflama, em uma decisão publicada nesta quinta-feira (15). A medida ocorre após uma ação do Ministério Público apontar irregularidades graves no concurso público que os contratou. Segundo as investigações, o certame teria sido manipulado por uma organização criminosa especializada em fraudar processos seletivos e licitações em diversas prefeituras da região.

A investigação, derivada da Operação “Passa Fácil”, revelou que a empresa responsável pela organização do concurso era controlada de forma oculta por um empresário que já estava proibido pela Justiça de contratar com o poder público. Para burlar essa restrição, ele utilizava nomes de terceiros para registrar suas empresas. Além disso, o Ministério Público identificou a participação de dois advogados que, no papel de assessores jurídicos, teriam manipulado editais e documentos para favorecer a contratação dessa empresa específica, garantindo o esquema de venda de vagas.

Diferente do que ocorreu na cidade vizinha de Guzolândia, onde o prefeito anulou o concurso ao notar as irregularidades, em Auriflama o processo foi concluído e os aprovados já haviam tomado posse em seus cargos. Com a nova decisão judicial, os três funcionários deverão ficar afastados de suas funções por pelo menos 90 dias. Apesar do afastamento, o juiz determinou que eles continuem recebendo seus salários durante esse período, contrariando o pedido inicial dos promotores de justiça.

Em nota, a Câmara Municipal de Auriflama afirmou que tomou conhecimento da decisão de maneira extraoficial e que aguarda a intimação formal da Justiça para cumprir as ordens imediatamente. A investigação do Gaeco de Rio Preto continua em andamento para identificar se outros municípios também foram vítimas do grupo, que utilizava manobras sofisticadas para ocultar as atividades ilícitas e lucrar com a venda de cargos públicos.

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