

O ex-namorado e a ex-sogra de Carolina Stefany Latorre Rosa, de 24 anos, serão julgados por um júri popular pelo assassinato da jovem, ocorrido em abril de 2024 em Catanduva. A decisão judicial foi publicada nesta quinta-feira (5), determinando que Luan Henrique Pereira de Oliveira e sua mãe, Lucélia Eulaliana Pereira, enfrentem o tribunal. Ambos foram denunciados por homicídio qualificado, envolvendo motivação torpe, uso de meio cruel, feminicídio e recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi morta a facadas dentro do próprio apartamento.

Carolina foi encontrada sem vida pelo irmão no banheiro de sua residência, apresentando diversos ferimentos no pescoço, ombro e braço. Na época do crime, as investigações apontaram que Luan não aceitava o fim do relacionamento de doze anos e demonstrava ciúmes excessivos, especialmente após a jovem iniciar um novo namoro. Embora o acusado negue qualquer participação no assassinato, relatos de testemunhas que afirmaram tê-lo visto no local no dia do crime foram fundamentais para o avanço do processo. Atualmente, Luan segue em prisão preventiva, enquanto sua mãe responde à acusação em liberdade.
O caso comoveu a cidade não apenas pela violência, mas pelo contexto familiar, já que o ex-casal compartilhava a guarda de uma filha de cinco anos, que hoje vive sob os cuidados da avó materna. O advogado que representa a família da vítima destacou que o julgamento pelo júri popular é um passo essencial para que a sociedade avalie a conduta dos envolvidos e aplique a justiça diante das provas apresentadas. A defesa dos acusados ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão que os leva ao banco dos réus.









