

A juíza Dra. Gláucia Véspoli dos Santos Ramos de Oliveira, da Vara do Júri de São José do Rio Preto, pronunciou Thalison Alves Rodrigues e Adalto de Souza Dias Junior pelo assassinato de W. A. V. S. A decisão, disponibilizada em 10 de março de 2026, determina que os réus sejam julgados pelo Tribunal do Júri.

O crime ocorreu em janeiro de 2022, quando a vítima foi morta com cerca de 17 disparos no Jardim Paraíso. Segundo a denúncia, Thalison, conhecido como “Indinho”, teria executado o crime a mando de Adalto, vulgo “Tubarão”, motivado por uma desavença em uma negociação de carga de celulares roubados.
A investigação policial apontou que Adalto teria pago um sinal de R$ 20 mil pela mercadoria, mas não recebeu os produtos nem a devolução do dinheiro. Testemunhas protegidas e relatórios de investigação confirmaram o vínculo entre os réus, que já respondem juntos a outros processos por crimes graves na região.
Embora os acusados neguem o crime e aleguem não se conhecer, a magistrada destacou que há indícios suficientes de autoria e prova da materialidade. Imagens de segurança do local do crime mostram um atirador com porte físico semelhante ao de Thalison, reforçando a tese apresentada pelo Ministério Público.
As qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima foram mantidas na pronúncia. A juíza também negou o pedido de liberdade provisória, mantendo a prisão cautelar de ambos para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal até o julgamento.
Com a pronúncia, o Conselho de Sentença será o responsável por dar o veredito final sobre o caso. A magistrada determinou ainda a transcrição dos depoimentos audiovisuais para facilitar o manuseio das provas durante o futuro julgamento em plenário.









