quinta, 2 de julho de 2026

Julgamento de PMs acusados de matar empresário é adiado para 2027 após abandono de advogados

O julgamento de três policiais militares acusados de envolvimento na execução do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach ganhou uma nova data e será realizado entre os dias 22 e 27 de fevereiro de 2027. O júri popular havia começado nesta semana, na última segunda-feira, mas acabou cancelado e anulado depois que os advogados de defesa dos réus abandonaram o plenário.

A saída dos defensores ocorreu devido a um forte desentendimento com o promotor de Justiça responsável pelo caso, o que provocou a dissolução imediata do conselho de sentença, formado pelos jurados. Até o momento da interrupção, o julgamento estava no primeiro dia e caminhava de forma acelerada, com o depoimento de sete das nove testemunhas convocadas pela acusação. A previsão inicial era de que o julgamento durasse cinco dias para que todas as 21 testemunhas pudessem ser ouvidas antes do veredito.

O processo apura a conduta e a participação direta do tenente Fernando Genauro da Silva, do cabo Denis Antônio Martins e do soldado Ruan Silva Rodrigues na emboscada violenta ocorrida no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, em 8 de novembro de 2024. Os três policiais militares estão presos preventivamente. Gritzbach, o alvo dos disparos, era uma figura central em investigações policiais; ele era suspeito de homicídio e apontado como um dos operadores financeiros responsáveis por lavar o dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Pouco antes de morrer, o empresário havia assinado um acordo de delação premiada com o Ministério Público, no qual prometia entregar nomes de criminosos da facção e de policiais corruptos.

Além da morte do empresário, os policiais militares respondem por outras graves consequências do ataque a tiros no aeroporto. Eles foram denunciados pelo homicídio do motorista de aplicativo Celso Novais, uma vítima inocente que trabalhava no local e foi atingida no momento do tiroteio, e também pelas lesões corporais causadas em outras duas pessoas, que acabaram feridas por estilhaços das balas durante o atentado.

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