quinta, 5 de fevereiro de 2026

Jovem que já estudou em Fernandópolis morre em combate na guerra da Ucrânia

A família de Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, vive dias de profunda tristeza com a confirmação da morte do jovem durante o conflito na Ucrânia. Felipe, que cursou o ensino médio na Escola Estadual Líbero de Almeida Silvares (EELAS) em Fernandópolis e residiu em Estrela d’Oeste, teria sido vítima de um ataque de drone contra a trincheira onde se encontrava no mês de dezembro. A notícia oficial, no entanto, só chegou aos parentes, que hoje moram em Três Fronteiras, no último sábado (18).

O caso é marcado por revelações surpreendentes sobre a ida do rapaz ao Leste Europeu. Em entrevista à imprensa local de Três Fronteiras, a mãe de Felipe, Clarice Martins, relatou que não tinha conhecimento de que o filho pretendia se envolver em um combate armado. Segundo ela, o jovem havia informado que viajaria para Madri, na Espanha, no dia 19 de novembro, com retorno previsto para o início de dezembro. A mãe destacou ainda que Felipe não possuía experiência militar anterior e que só descobriu o alistamento por meio de amigos do filho.

Informações compartilhadas por pessoas próximas indicam que Felipe teria recebido uma proposta para integrar a Legião Internacional de Defesa da Ucrânia no mês de outubro. A decisão de se alistar teria sido influenciada por uma promessa de remuneração mensal de aproximadamente R$ 25 mil. Durante o curto período de treinamento em solo ucraniano, o jovem mantinha conversas cautelosas com a família, evitando detalhes sobre os riscos que corria para não causar preocupação. O último contato aconteceu em 9 de dezembro, um dia antes de ele perder a comunicação definitiva ao seguir para a linha de frente.

Atualmente, o maior drama da família reside na dificuldade de trazer o corpo de volta ao Brasil. Devido ao fato de o local do óbito estar situado em uma zona de campo minado, o resgate ainda não pôde ser realizado. Clarice Martins fez um apelo emocional ao governo brasileiro e às autoridades competentes para que auxiliem na repatriação, permitindo que o filho tenha um sepultamento digno em sua região de origem. O caso reforça o debate sobre o recrutamento de civis brasileiros para conflitos internacionais e os riscos extremos envolvidos nessas decisões.

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