

O jovem Igor Cesar da Silva Pacheco, de 20 anos, que foi atropelado por um motorista embriagado e sem carteira de habilitação na noite da última sexta-feira (10), na Avenida Doutor Alberto Andaló, em São José do Rio Preto, apresentou uma melhora em seu quadro de saúde. O rapaz, que sofreu um coágulo na cabeça e uma perfuração no pulmão, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base. De acordo com o tio da vítima, Celso José da Silva, o coágulo foi drenado com sucesso pelos médicos e, apesar do susto e da gravidade das lesões, o jovem não precisou passar por cirurgias complexas. Nesta segunda-feira (13), Igor saiu da sedação, acordou e já está conseguindo se alimentar.

Igor, que é pai de uma menina de dois anos e trabalha na bilheteria de um cinema em um shopping da cidade, tinha acabado de sair do expediente de trabalho quando foi atingido pelo carro em alta velocidade. No mesmo acidente, outros dois adolescentes, de 16 e 17 anos, também foram atropelados na avenida. Eles sofreram ferimentos pelo corpo, foram socorridos por equipes de resgate no local e encaminhados para receber atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tangará.
O motorista do veículo, o auxiliar de enfermagem Nivaldo Alex dos Santos, de 29 anos, foi preso em flagrante logo após o atropelamento e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça, o que significa que ele permanecerá preso por tempo indeterminado enquanto o caso é processado. Segundo o boletim de ocorrência, Nivaldo tentou fugir do local após o impacto, mas foi contido por pedestres e testemunhas que presenciaram a cena até a chegada da polícia. Os policiais militares relataram que o condutor apresentava sinais evidentes de embriaguez, como olhos avermelhados e forte odor de álcool, e o próprio homem confessou que havia bebido cerveja antes de assumir a direção.


Durante a abordagem dos agentes, também foi constatado que o motorista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e que o veículo estava circulando com o licenciamento anual vencido. Em sua defesa à polícia, o auxiliar de enfermagem alegou que foi fechado por um motociclista na avenida e que, por esse motivo, não conseguiu ver os três jovens que atravessavam a via pública. O caso foi registrado na delegacia como embriaguez ao volante, lesão corporal culposa na direção de veículo automotor — com os agravantes de não ter habilitação e provocar lesões graves —, além de tentativa de fuga do local do acidente.







