

O jornalista e escritor Eduardo Bueno, amplamente conhecido como Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil nesta quinta-feira pelo crime de discriminação religiosa. A investigação foi coordenada pela Delegacia de Combate à Intolerância, que analisou o conteúdo de um vídeo publicado por ele em janeiro. Na gravação, que já foi removida da internet por ordem judicial, o influenciador tecia duras críticas aos evangélicos, chegando a questionar o direito de voto do grupo e utilizando termos como “nefastos e desprezíveis” para descrevê-los.

Durante o processo de investigação, Peninha compareceu à delegacia para prestar depoimento, mas preferiu não se manifestar sobre as acusações, exercendo seu direito constitucional de permanecer em silêncio. A defesa do jornalista sustenta que as falas não configuram crime, argumentando que ele agiu amparado pelo direito à liberdade de expressão. Agora, o caso está nas mãos do Poder Judiciário, e caberá ao Ministério Público decidir se apresentará uma denúncia formal com base na Lei Federal 7.716/89, que pune crimes resultantes de preconceito ou discriminação.
Eduardo Bueno, de 67 anos, possui uma carreira consolidada na comunicação brasileira, com passagens por grandes veículos como tradutor, escritor e jornalista. Atualmente, ele faz grande sucesso no ambiente digital, onde comanda um canal no YouTube focado em história que soma mais de 1,5 milhão de inscritos. O desfecho do caso pode gerar debates importantes sobre os limites entre a opinião pessoal e a intolerância religiosa em plataformas digitais.







