

O advogado-geral da União, Jorge Messias, chegou ao Senado Federal no início da manhã desta quarta-feira (29) para enfrentar um dos momentos mais importantes de sua carreira: a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Indicado para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), Messias entrou no prédio por volta das 9h carregando um exemplar da Constituição de 1988 e acompanhado pelo ministro da Defesa, José Múcio. Ao ser abordado pela imprensa sobre como se sentia para o desafio, o candidato limitou-se a desejar que “Deus abençoe” os jornalistas presentes.

Antes mesmo do início da sessão, o ambiente político na CCJ passou por movimentações estratégicas. Mudanças na composição do grupo, que é formado por 27 membros titulares, alteraram a lista de quem terá o poder de questionar e votar a indicação. Entre as trocas mais notáveis, o senador Sergio Moro deixou o posto de titular, tornando-se suplente, e foi substituído pelo senador Renan Filho. Outras legendas também realizaram substituições de última hora, ajustando suas bancadas para o julgamento da indicação do novo ministro.
O processo de aprovação de um ministro do STF exige duas etapas rigorosas no Legislativo. Primeiro, o indicado deve ser aprovado pelos membros da própria CCJ após o interrogatório. Em seguida, o nome segue para o Plenário do Senado, onde todos os 81 senadores votam de forma secreta. Para ser efetivado no cargo, Jorge Messias precisa conquistar o apoio de, no mínimo, 41 parlamentares na votação final.
A expectativa é que o ritmo de análise seja acelerado. Segundo a agenda organizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, existe a possibilidade de que o nome de Messias seja levado à votação no Plenário ainda nesta quarta-feira, caso receba o sinal verde da comissão. Se aprovado, ele assumirá a responsabilidade de interpretar as leis e a Constituição na mais alta corte do país, em um momento de grandes debates jurídicos e políticos no Brasil.







