

O sonho do título inédito em Roland Garros chegou ao fim para o brasileiro João Fonseca. Atualmente na 30ª posição do ranking mundial, o carioca de 19 anos foi eliminado nas quartas de final pelo tcheco Jakub Mensik, de 20 anos e número 27 do mundo, em um duelo que marcou o encontro de duas das maiores promessas da nova geração do tênis. Mensik dominou a partida na quadra principal Philippe-Chatrier com saques potentes e devoluções precisas, fechando o jogo por 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6 (3), após 2 horas e 44 minutos de disputa. Um confronto entre atletas tão jovens nessa fase do torneio não acontecia em Paris desde 2006, quando Rafael Nadal e Novak Djokovic se enfrentaram aos 20 anos. Com a vitória, o tcheco avançou para as semifinais, onde enfrentará o alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo.

Apesar da derrota, a trajetória de João Fonseca no saibro francês foi memorável. Ele quebrou um jejum de 22 anos ao recolocar o Brasil nas quartas de final de simples masculina em Roland Garros, feito que nenhum brasileiro alcançava desde Gustavo Kuerten, o Guga, em 2004. Antes deles, apenas lendas como Fernando Meligeni e Thomas Koch haviam ficado entre os oito melhores do torneio. Na chave feminina, o destaque recente havia sido de Beatriz Haddad Maia, semifinalista em 2023. Ao longo da competição deste ano, Fonseca acumulou vitórias impressionantes, incluindo uma virada épica de quase cinco horas contra o próprio Novak Djokovic e um triunfo sobre Casper Ruud, conhecido como o “Príncipe do Saibro”. Essa grande campanha garantirá ao carioca um salto no ranking mundial na próxima segunda-feira (8), devendo alcançar a 25ª ou 26ª posição.
Se a jornada nas chaves individuais acabou, o Brasil continua muito bem representado nas duplas. A paulista Luisa Stefani garantiu uma vaga inédita em sua carreira nas semifinais de Roland Garros. Jogando ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, ela superou a parceria formada pela alemã Laura Siegemund e a russa Vera Zvonareva por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/5. O resultado foi muito comemorado pela brasileira, que destacou a capacidade da dupla em superar as condições de jogo mais lentas devido ao teto fechado da quadra. Stefani e Dabrowski, que já conquistaram o torneio de Estrasburgo nesta temporada, voltam às quadras na próxima sexta-feira (5) em busca de uma vaga na grande final contra a norte-americana Taylor Townsend e a tcheca Katerina Siniakova, em um confronto com clima de revanche para a tenista do Brasil.
Outro brasileiro que pode colocar o país ainda mais longe na competição é Marcelo Demoliner. O gaúcho, que joga ao lado do indiano Sriram Balaji, entra em quadra logo cedo para disputar uma vaga nas semifinais da chave de duplas masculinas. Depois de eliminarem os alemães Puetz e Krawietz, que eram os sextos favoritos do torneio, Demoliner e seu parceiro enfrentarão o australiano Henry Patten e o finlandês Harri Heliövaara de olho em mais uma vitória histórica em Paris.







