

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou oficialmente que vai deixar o posto de líder do governo no Senado Federal. A decisão foi divulgada pelo próprio parlamentar por meio de suas redes sociais, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada. Segundo a nota oficial, a saída do cargo foi definida em comum acordo entre os dois políticos, que mantêm uma longa relação de amizade.

No comunicado, Wagner justificou o afastamento explicando que, a partir de agora, suas prioridades absolutas serão provar sua inocência diante das recentes acusações e se dedicar intensamente às articulações políticas. O senador pretende focar seus esforços na campanha de reeleição do presidente Lula e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de trabalhar em sua própria disputa para renovar o mandato no Senado, em uma chapa ao lado do atual ministro Rui Costa.
A saída do comando da liderança ocorre uma semana após o parlamentar se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal. No último dia 18 de junho, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão nos endereços do senador em Brasília e em Salvador. A investigação apura suspeitas de que Jaques Wagner teria recebido vantagens indevidas do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.


Logo após a ação policial, o senador baiano concedeu uma entrevista na qual negou categoricamente qualquer envolvimento em irregularidades. Ele afirmou publicamente estar em total tranquilidade com o andamento das investigações e demonstrou confiança de que os fatos serão esclarecidos pelas autoridades competentes.








