segunda, 6 de abril de 2026

Janja e Nikolas Ferreira divergem sobre projeto de lei que criminaliza a misoginia

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protagonizaram um embate público nas redes sociais neste fim de semana. O motivo da discórdia é um projeto de lei que visa criminalizar o discurso de misoginia, ou seja, o ódio ou desprezo direcionado a mulheres. A proposta foi aprovada recentemente pelo Senado e agora segue para análise na Câmara dos Deputados, gerando opiniões opostas entre apoiadores do governo e membros da oposição.

Em um vídeo publicado na sexta-feira (27), Janja criticou diretamente a postura do parlamentar, acusando-o de divulgar informações falsas para proteger pessoas que disseminam ódio na internet. A primeira-dama relacionou a resistência ao projeto com o aumento da violência real, afirmando que, enquanto o deputado produzia conteúdos contra a proposta, mulheres continuavam sendo vítimas de crimes graves no país. Ela reforçou que não desistirá de defender a medida e que permanecerá ao lado das mulheres na luta contra discursos agressivos no ambiente digital.

Por outro lado, Nikolas Ferreira rebateu as críticas afirmando que a fala da primeira-dama apenas confirma sua convicção de que o projeto é uma tentativa de controlar opiniões nas redes sociais. Segundo o deputado, o texto em debate não foca em agressões físicas ou violência doméstica, mas sim em impor limites ao que pode ser dito, o que ele considera uma ameaça à liberdade de expressão. O parlamentar também aproveitou a resposta para criticar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, argumentando que o atual governo não tem apresentado ações concretas para reduzir os índices de feminicídio no Brasil.

O deputado acusou ainda o governo federal de utilizar o tema da proteção feminina com fins puramente eleitorais, sem efetividade prática na segurança das cidadãs. Enquanto o debate esquenta fora do Congresso, a expectativa agora se volta para a tramitação na Câmara, onde o projeto deve enfrentar uma análise detalhada sobre o equilíbrio entre o combate ao preconceito e a preservação do direito à fala. O episódio ilustra a polarização em torno de novas legislações que buscam regulamentar o comportamento e as interações no espaço virtual brasileiro.

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