sexta, 17 de julho de 2026

Janaina Paschoal critica greve na USP e transfere aulas para a Câmara de SP após ser barrada

A vereadora e professora de Direito Janaina Paschoal criticou duramente os rumos da greve estudantil na Universidade de São Paulo (USP) durante uma entrevista concedida ao Pleno Time nesta terça-feira. Impedida de entrar no prédio da Faculdade de Direito, no Largo São Francisco, por alunos que aderiram ao movimento, a parlamentar tomou a decisão de transferir temporariamente suas aulas para as dependências da Câmara Municipal de São Paulo para não prejudicar o cronograma letivo. De acordo com a jurista, os manifestantes montaram uma verdadeira barricada utilizando cadeiras para bloquear os acessos às salas de aula. Diante do bloqueio físico e do que chamou de omissão por parte da diretoria da instituição, ela organizou os encontros acadêmicos no Palácio Anchieta, sede do Legislativo paulistano, relatando que tentou trabalhar normalmente em duas ocasiões, mas foi rejeitada na porta.

Durante a entrevista, Janaina demonstrou profunda indignação com o tipo de atividades que vêm sendo realizadas dentro dos prédios ocupados da universidade. A vereadora questionou o desvio de finalidade dos espaços acadêmicos, afirmando que os grevistas estão utilizando a estrutura pública para promover eventos recreativos e culturais que nada têm a ver com o ensino superior, citando como exemplos oficinas de crochê, campeonatos de pebolim e até competições de assobio. Ela lamentou que o patrimônio sustentado pelo contribuinte seja usado para o lazer enquanto o aprendizado formal dos estudantes de graduação permanece totalmente paralisado.

Outro ponto polêmico tocado pela professora foi o tratamento diferenciado dado a figuras públicas dentro do movimento. Janaina denunciou que políticos ligados a partidos de esquerda, como o ministro da Fazenda Fernando Haddad, têm trânsito livre nos prédios da USP para realizar palestras e debates políticos, enquanto os próprios docentes da casa são hostilizados e impedidos de lecionar. Para a parlamentar, existe uma clara motivação ideológica e uma conivência direta de parte dos diretores das faculdades com o movimento grevista. Ela cobrou uma postura firme das autoridades do governo estadual e criticou o desperdício de dinheiro público durante a greve, afirmando que sempre que um professor tenta restabelecer a normalidade, a própria direção emite comunicados para desautorizar a iniciativa, o que reforça a suspeita de apoio velado à paralisação.

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