


O regime iraniano realizou, nesta segunda-feira (4), o enforcamento de mais três manifestantes na cidade de Mashhad, no nordeste do país. Ebrahim Dolatabadi, Mehdi Rasouli e Mohammadreza Miri foram condenados pelo Supremo Tribunal sob a acusação de liderarem atos violentos que resultaram na morte de um agente das forças de segurança durante os protestos de janeiro. Segundo o Poder Judiciário local, o grupo teria agido em colaboração com os serviços de inteligência de Israel e dos Estados Unidos para atentar contra a segurança nacional.

De acordo com as autoridades, Mehdi Rasouli e Mohammadreza Miri foram identificados como “elementos do Mossad” e teriam participado diretamente da morte de um policial, utilizando armas brancas e coquetéis molotov. Já Ebrahim Dolatabadi foi apontado como o líder de um grupo de centenas de pessoas que tentou atacar a sede do governo e a emissora de TV estatal na região de Tabarsi. O tribunal desconsiderou os argumentos da defesa, que afirmou que os acusados agiram por impulso, mantendo a tese de que havia uma coordenação internacional por trás das manifestações.
Com essas novas mortes, chega a 12 o número de pessoas executadas oficialmente por envolvimento nos protestos de janeiro, que pediam o fim da república islâmica. Enquanto o balanço oficial do governo iraniano registra pouco mais de 3 mil mortos durante a repressão aos atos, organizações de direitos humanos, como a HRANA, contestam os dados e afirmam que o número real de vítimas passa de 7 mil. O Irã continua sendo um dos países que mais aplica a pena de morte no mundo, tendo registrado em 2025 o maior número de execuções desde o final da década de 80.
























