sexta, 12 de junho de 2026

Irã ameaça elevar enriquecimento de urânio para nível nuclear caso sofra novos ataques

Foto: TEHRAN (IRAN(Islamic Republic Of)), 08/04/2026.- Iran’s national flag is wrapped around a statue in Tehran, Iran, 08 April 2026. Iran and the USA agreed to a two-week truce to halt military operations and keep the Strait of Hormuz open for oil and gas shipments, with formal peace talks set to begin in Islamabad on 10 April 2026. (Teherán) EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

As tensões no Oriente Médio ganharam um novo e preocupante capítulo nesta terça-feira. Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, declarou que o país considera elevar o enriquecimento de urânio para 90% caso seja alvo de novas ofensivas. Esse patamar é tecnicamente considerado suficiente para a fabricação de armamentos atômicos, o que representa um sinal de alerta máximo para a comunidade internacional e para os órgãos de vigilância nuclear.

Até o momento, o maior nível de enriquecimento alcançado pelos iranianos foi de 60%. Atualmente, o país possui cerca de 440 quilos desse material, mas a localização exata do estoque é incerta após uma série de ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra complexos nucleares iranianos no ano passado. Devido aos danos severos sofridos nessas instalações, o Irã não tem realizado novos processos de enriquecimento nos últimos meses, o que torna a declaração de Rezaei uma ameaça estratégica direta aos seus adversários.

No campo diplomático, a situação é de total travamento. As conversas entre Teerã e Washington estão paralisadas desde que o governo iraniano descartou uma proposta de paz vinda dos Estados Unidos, alegando que o texto era injusto e favorecia apenas um lado. O Irã, por sua vez, apresentou uma lista de exigências para encerrar as hostilidades, que inclui o controle total sobre o Estreito de Ormuz, o fim das sanções econômicas, a liberação de dinheiro retido no exterior e o encerramento dos conflitos no Líbano.

A resposta americana à contraproposta foi imediata e agressiva. O presidente Donald Trump foi enfático ao rejeitar as condições impostas pelo Irã, utilizando termos ofensivos para descrever o documento e sinalizando que não haverá concessões fáceis. Com o diálogo interrompido e a retórica nuclear voltando à mesa, a região permanece em um estado de vigilância constante, sob o risco de uma escalada militar ainda maior.

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