

As investigações sobre um suposto esquema de estelionato envolvendo uma garagem de veículos na Vila Maceno, em São José do Rio Preto, ganharam novas dimensões nesta semana. Segundo o delegado Jonathan Marcondes, o número de vítimas que procuraram a polícia para denunciar o proprietário do estabelecimento mais que dobrou em poucos dias, ultrapassando a marca de 60 pessoas enganadas. O montante total do prejuízo financeiro causado pelo empresário já é estimado em cerca de R$ 3 milhões.

O esquema funcionava principalmente por meio da venda de veículos consignados. Proprietários deixavam seus carros na loja para que o empresário realizasse a venda em troca de uma comissão, mas, após fecharem negócio, o dinheiro não era repassado aos antigos donos. Do outro lado, os compradores enfrentavam problemas com a documentação, pois não conseguiam efetuar a transferência em cartório devido à falta de pagamento aos vendedores originais. Em um dos relatos colhidos pela polícia, um cliente descreveu um prejuízo de R$ 36 mil após deixar seu automóvel no local e nunca receber o valor da venda.
A situação veio à tona quando os clientes encontraram a loja abandonada e perceberam que o suspeito havia deletado suas redes sociais. Durante a operação policial, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado, resultando na apreensão de dois computadores e um automóvel. Até o momento, o empresário não foi localizado pelas autoridades e é considerado foragido. Além dos clientes, quatro ex-funcionários prestaram depoimento e afirmaram que também foram prejudicados, relatando salários atrasados e perdas em investimentos feitos com o patrão.
O caso agora segue sob análise da Polícia Civil, que instaurou um inquérito para apurar os detalhes da operação financeira da empresa. O dono da garagem poderá responder pelos crimes de estelionato, apropriação indébita e lavagem de dinheiro. A polícia continua colhendo depoimentos e analisando o material apreendido nos computadores para identificar se há outras pessoas envolvidas ou mais vítimas que ainda não registraram a ocorrência.









