quarta, 8 de abril de 2026

Investigação sobre golpe em garagem de veículos aponta prejuízo de R$ 3 milhões em Rio Preto

As investigações sobre um suposto esquema de estelionato envolvendo uma garagem de veículos na Vila Maceno, em São José do Rio Preto, ganharam novas dimensões nesta semana. Segundo o delegado Jonathan Marcondes, o número de vítimas que procuraram a polícia para denunciar o proprietário do estabelecimento mais que dobrou em poucos dias, ultrapassando a marca de 60 pessoas enganadas. O montante total do prejuízo financeiro causado pelo empresário já é estimado em cerca de R$ 3 milhões.

O esquema funcionava principalmente por meio da venda de veículos consignados. Proprietários deixavam seus carros na loja para que o empresário realizasse a venda em troca de uma comissão, mas, após fecharem negócio, o dinheiro não era repassado aos antigos donos. Do outro lado, os compradores enfrentavam problemas com a documentação, pois não conseguiam efetuar a transferência em cartório devido à falta de pagamento aos vendedores originais. Em um dos relatos colhidos pela polícia, um cliente descreveu um prejuízo de R$ 36 mil após deixar seu automóvel no local e nunca receber o valor da venda.

A situação veio à tona quando os clientes encontraram a loja abandonada e perceberam que o suspeito havia deletado suas redes sociais. Durante a operação policial, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado, resultando na apreensão de dois computadores e um automóvel. Até o momento, o empresário não foi localizado pelas autoridades e é considerado foragido. Além dos clientes, quatro ex-funcionários prestaram depoimento e afirmaram que também foram prejudicados, relatando salários atrasados e perdas em investimentos feitos com o patrão.

O caso agora segue sob análise da Polícia Civil, que instaurou um inquérito para apurar os detalhes da operação financeira da empresa. O dono da garagem poderá responder pelos crimes de estelionato, apropriação indébita e lavagem de dinheiro. A polícia continua colhendo depoimentos e analisando o material apreendido nos computadores para identificar se há outras pessoas envolvidas ou mais vítimas que ainda não registraram a ocorrência.

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