

Uma denúncia envolvendo uma criança matriculada na rede municipal de ensino de Fernandópolis mobilizou as autoridades locais e levantou discussões sobre os protocolos de segurança nas escolas da cidade. O caso, que corre sob sigilo para preservar a identidade da vítima, teve início no final de outubro de 2025, após a mãe da aluna notar mudanças no comportamento da filha e ouvir relatos de que um docente teria feito pedidos inapropriados dentro do ambiente escolar.

De acordo com as informações apuradas, a família buscou auxílio diretamente no Conselho Tutelar e na Delegacia da Mulher após a criança descrever situações de exposição indevida. Diante da gravidade do relato e do receio por novas ocorrências, a mãe optou por retirar a menor da unidade de ensino. A investigação agora busca entender as circunstâncias e a frequência dos fatos mencionados pela criança, que apresentou dificuldades em detalhar o local exato dos episódios devido ao trauma.
Um dos pontos centrais da polêmica envolve a conduta da Secretaria de Educação após tomar conhecimento da denúncia. Informações apontam que o profissional citado não foi afastado preventivamente, continuando em sala de aula por mais de 30 dias após o registro do caso. O desligamento do docente ocorreu somente em dezembro, quando seu contrato de trabalho chegou ao fim naturalmente. Além disso, surgiram questionamentos sobre a falta de suporte imediato à família por parte da equipe multidisciplinar da prefeitura, enquanto o profissional teria recebido acompanhamento psicológico.
Procurada para esclarecer os fatos, a Prefeitura de Fernandópolis afirmou que adotou as providências necessárias assim que foi comunicada pela direção da escola e que o caso foi encaminhado aos órgãos competentes. A administração municipal declarou ainda que o contrato do docente não foi renovado e que houve orientação para que a criança recebesse atendimento psicológico, psicopedagógico e social. Enquanto a apuração policial prossegue, a comunidade escolar cobra maior transparência e o cumprimento de recomendações técnicas de afastamento preventivo para garantir a proteção integral dos alunos.







