quarta, 10 de junho de 2026

Investigação apura suposto caso de importunação sexual em creche municipal de Fernandópolis

Uma denúncia envolvendo uma criança matriculada na rede municipal de ensino de Fernandópolis mobilizou as autoridades locais e levantou discussões sobre os protocolos de segurança nas escolas da cidade. O caso, que corre sob sigilo para preservar a identidade da vítima, teve início no final de outubro de 2025, após a mãe da aluna notar mudanças no comportamento da filha e ouvir relatos de que um docente teria feito pedidos inapropriados dentro do ambiente escolar.

De acordo com as informações apuradas, a família buscou auxílio diretamente no Conselho Tutelar e na Delegacia da Mulher após a criança descrever situações de exposição indevida. Diante da gravidade do relato e do receio por novas ocorrências, a mãe optou por retirar a menor da unidade de ensino. A investigação agora busca entender as circunstâncias e a frequência dos fatos mencionados pela criança, que apresentou dificuldades em detalhar o local exato dos episódios devido ao trauma.

Um dos pontos centrais da polêmica envolve a conduta da Secretaria de Educação após tomar conhecimento da denúncia. Informações apontam que o profissional citado não foi afastado preventivamente, continuando em sala de aula por mais de 30 dias após o registro do caso. O desligamento do docente ocorreu somente em dezembro, quando seu contrato de trabalho chegou ao fim naturalmente. Além disso, surgiram questionamentos sobre a falta de suporte imediato à família por parte da equipe multidisciplinar da prefeitura, enquanto o profissional teria recebido acompanhamento psicológico.

Procurada para esclarecer os fatos, a Prefeitura de Fernandópolis afirmou que adotou as providências necessárias assim que foi comunicada pela direção da escola e que o caso foi encaminhado aos órgãos competentes. A administração municipal declarou ainda que o contrato do docente não foi renovado e que houve orientação para que a criança recebesse atendimento psicológico, psicopedagógico e social. Enquanto a apuração policial prossegue, a comunidade escolar cobra maior transparência e o cumprimento de recomendações técnicas de afastamento preventivo para garantir a proteção integral dos alunos.

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