

Uma denúncia de suposta agressão física contra uma aluna dentro de uma unidade escolar em Fernandópolis está sendo acompanhada pelo Ministério Público, pelo Conselho Tutelar e pela Secretaria de Educação. O caso veio a público após o vereador Afonso Pessuto relatar o episódio durante sessão na Câmara Municipal, detalhando a preocupação da família com o bem-estar da criança. Segundo as informações apresentadas, a mãe da menina notou que algo estava errado no momento da saída da escola, quando encontrou a filha chorando intensamente e queixando-se de dores na boca.

Ao buscar explicações na unidade de ensino, a responsável foi informada inicialmente de que a criança teria sofrido uma queda acidental, porém sem detalhes sobre como o fato ocorreu. A gravidade da situação ficou mais evidente quando a menina recusou alimentação e demonstrou sofrimento agudo, o que levou a mãe a procurar atendimento especializado com uma odontopediatra. A avaliação profissional indicou que a lesão na boca foi causada por um impacto forte, compatível com uma pancada, e não apenas com um tombo comum.
O desdobramento mais sensível do caso ocorreu dias depois, durante acompanhamento psicológico. De acordo com o relato da família, a criança contou espontaneamente que uma funcionária da escola teria puxado seu cotovelo com força, fazendo com que ela batesse o rosto contra uma mesa. A mãe reforçou que a filha manteve a mesma versão dos fatos em diferentes ocasiões, sempre associando o episódio a muita dor. Diante da gravidade da denúncia, a professora e a auxiliar de sala foram afastadas de suas funções por um período de 60 dias enquanto a apuração administrativa e policial é realizada.
O caso segue sob investigação sigilosa para preservar a identidade da menor, que continua recebendo suporte psicológico. As imagens das câmeras de segurança da escola já foram solicitadas e devem ser peças fundamentais para esclarecer se houve negligência ou violência deliberada. No Legislativo, o vereador Afonso Pessuto expressou indignação com o ocorrido, cobrando transparência total da Secretaria de Educação e punição rigorosa caso as agressões sejam confirmadas, ressaltando que o ambiente escolar deve ser, acima de tudo, um local de proteção e cuidado.









