terça, 7 de abril de 2026

Investigação apura suposta agressão contra criança em escola municipal de Fernandópolis

Uma denúncia de suposta agressão física contra uma aluna dentro de uma unidade escolar em Fernandópolis está sendo acompanhada pelo Ministério Público, pelo Conselho Tutelar e pela Secretaria de Educação. O caso veio a público após o vereador Afonso Pessuto relatar o episódio durante sessão na Câmara Municipal, detalhando a preocupação da família com o bem-estar da criança. Segundo as informações apresentadas, a mãe da menina notou que algo estava errado no momento da saída da escola, quando encontrou a filha chorando intensamente e queixando-se de dores na boca.

Ao buscar explicações na unidade de ensino, a responsável foi informada inicialmente de que a criança teria sofrido uma queda acidental, porém sem detalhes sobre como o fato ocorreu. A gravidade da situação ficou mais evidente quando a menina recusou alimentação e demonstrou sofrimento agudo, o que levou a mãe a procurar atendimento especializado com uma odontopediatra. A avaliação profissional indicou que a lesão na boca foi causada por um impacto forte, compatível com uma pancada, e não apenas com um tombo comum.

O desdobramento mais sensível do caso ocorreu dias depois, durante acompanhamento psicológico. De acordo com o relato da família, a criança contou espontaneamente que uma funcionária da escola teria puxado seu cotovelo com força, fazendo com que ela batesse o rosto contra uma mesa. A mãe reforçou que a filha manteve a mesma versão dos fatos em diferentes ocasiões, sempre associando o episódio a muita dor. Diante da gravidade da denúncia, a professora e a auxiliar de sala foram afastadas de suas funções por um período de 60 dias enquanto a apuração administrativa e policial é realizada.

O caso segue sob investigação sigilosa para preservar a identidade da menor, que continua recebendo suporte psicológico. As imagens das câmeras de segurança da escola já foram solicitadas e devem ser peças fundamentais para esclarecer se houve negligência ou violência deliberada. No Legislativo, o vereador Afonso Pessuto expressou indignação com o ocorrido, cobrando transparência total da Secretaria de Educação e punição rigorosa caso as agressões sejam confirmadas, ressaltando que o ambiente escolar deve ser, acima de tudo, um local de proteção e cuidado.

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