

O hacker brasileiro Patrick César da Silva Brito, de 32 anos, passou a integrar a Difusão Vermelha da Interpol, a lista dos criminosos mais procurados do planeta. Natural de Araçatuba, no interior de São Paulo, ele foi condenado pela Justiça brasileira por invadir celulares e computadores e extorquir o ex-prefeito da cidade, Dilador Borges, e a esposa dele, Deomerce Damasceno. Com a inclusão no sistema internacional, o alerta de prisão e extradição do brasileiro foi compartilhado com as polícias de 196 países.

O histórico do criminoso com a Justiça é extenso. Ele foi condenado a uma pena de nove anos e três meses de prisão por uma série de crimes, que incluem extorsão, invasão de aparelhos eletrônicos, ameaça, calúnia, perseguição e lesão corporal. Em dezembro de 2022, Patrick chegou a ser detido na região de Belgrado, capital da Sérvia, país para onde havia fugido após o início do processo no Brasil. No entanto, a lei sérvia impede que um estrangeiro fique preso por mais de um ano caso o crime não tenha sido cometido em seu território. Como o processo de envio dele para o Brasil atrasou, o hacker acabou sendo colocado em liberdade e desapareceu, passando a ser considerado foragido internacional.
Toda a investigação começou em dezembro de 2020, quando o e-mail do então prefeito e as redes sociais da primeira-dama foram invadidos. Na sequência, o criminoso passou a enviar mensagens exigindo um pagamento de R$ 70 mil para não divulgar dados pessoais falsos e informações íntimas que pudessem destruir a reputação pública do político. Durante o inquérito em São Paulo, a Polícia Civil conseguiu identificar Patrick, que chegou a confessar o ataque virtual antes de fugir para a Europa.
Enquanto esteve preso na Sérvia, o hacker tentou diversas manobras jurídicas para não ser devolvido às autoridades brasileiras, chegando a pedir refúgio político sob a alegação de que sofreria perseguições caso voltasse à sua terra natal, mas o argumento foi negado pela Justiça europeia. Agora, com o nome carimbado na lista oficial da Interpol, as autoridades esperam rastrear os passos do foragido a qualquer momento. A Polícia Civil paulista também informou que Patrick continua sendo alvo de outras investigações que correm em sigilo no estado.







