


Mais de 8 mil detentos do regime semiaberto em diversas regiões do interior paulista foram autorizados a deixar as unidades prisionais para a tradicional saída temporária de fim de ano. Segundo informações da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o benefício teve início no dia 23 de dezembro e se estende até o dia 5 de janeiro. A medida contempla presos que cumprem requisitos rigorosos de bom comportamento e tempo de pena, permitindo o convívio familiar durante o Natal e o Ano Novo.

Na região de Presidente Prudente, o benefício alcançou 2.301 pessoas espalhadas por 16 cidades, com destaque para Osvaldo Cruz e Pacaembu, que registraram os maiores volumes de liberações. Já no centro-oeste paulista, a cidade de Bauru lidera as estatísticas, sendo responsável sozinha por autorizar a saída de 3,2 mil detentos. Na região de São José do Rio Preto, cerca de 1,6 mil presos receberam o aval da Justiça, enquanto as áreas de Sorocaba, Itapetininga e Capela do Alto somam juntas mais de 1,2 mil beneficiados.
Para ter direito à “saidinha”, o preso deve estar obrigatoriamente no regime semiaberto e ter cumprido uma parte específica da pena: um sexto, se for réu primário, ou um quarto, em casos de reincidência. Além disso, a conduta carcerária é avaliada pelos diretores dos presídios e validada por juízes. Vale ressaltar que, desde 2024, as regras tornaram-se mais restritivas por determinação legal, proibindo o benefício e a progressão de regime para condenados por crimes hediondos, como homicídio qualificado, estupro, tráfico de crianças e liderança de organizações criminosas.

















Durante o período em liberdade, os monitorados devem seguir normas estritas, como permanecer nos endereços informados à Justiça e respeitar horários de recolhimento noturno, sendo proibido frequentar bares ou casas de jogos. O descumprimento de qualquer uma dessas condições, como ocorrido recentemente em casos na região, provoca a revogação imediata do benefício, o retorno ao regime fechado e a perda do direito a futuras saídas, reforçando o caráter de responsabilidade e confiança do processo de ressocialização.


























