


O avanço das doenças respiratórias no interior paulista acendeu um alerta nas autoridades de saúde após o registro de 71 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o início de janeiro. Os dados, extraídos do painel oficial do Governo do Estado de São Paulo, revelam que a circulação de vírus que atacam o sistema respiratório tem sido intensa nas cidades da região, exigindo atenção redobrada da população com a chegada das temperaturas mais baixas.
São José do Rio Preto aparece como o município com o cenário mais crítico da região, contabilizando 28 óbitos até este domingo (12). O número coloca a cidade na quarta posição com mais mortes em todo o estado, sendo superada apenas pela capital paulista, Osasco e Campinas. Outras localidades também apresentam índices elevados e figuram entre as dez com maior mortalidade: Botucatu registrou 16 mortes, seguida por Bauru com 10, enquanto Marília e Sorocaba aparecem empatadas com 8 casos fatais cada.
Com a consolidação do outono, período em que o clima favorece a propagação de agentes como o vírus da gripe, os especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a ferramenta mais eficaz para evitar complicações. O imunizante oferecido anualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamental para reduzir o risco de internações hospitalares e casos fatais. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que teve início no final de março, segue ativa em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) até o dia 30 de maio.
A meta dos órgãos de saúde é garantir que o maior número possível de pessoas receba a dose antes do período de maior circulação viral. O atendimento prioriza grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e indivíduos com doenças crônicas. Como a imunidade não é imediata, os profissionais de saúde recomendam que a população procure os postos de vacinação o quanto antes para garantir a proteção necessária para os meses de inverno.








