quinta, 16 de julho de 2026

Instrutor de voo salta de avião no ar e deixa aluna sozinha na cabine

Uma situação dramática terminou em tragédia e ato de heroísmo no último sábado, 4 de julho de 2026, na província de Córdoba, na Argentina. O instrutor de voo Leandro Bertazzo, de 42 anos, tirou a própria vida ao se atirar de uma aeronave de pequeno porte, modelo Cessna C-150, a cerca de 250 metros de altitude. O corpo do piloto, que tinha uma carreira consolidada na aviação comercial, foi localizado posteriormente em uma área rural na cidade de Toledo.

Antes de saltar, Bertazzo olhou para a aluna de 22 anos que o acompanhava e disse: “Você sabe o que tem que fazer, siga em frente”. De acordo com o diretor da escola de aviação Flying Parrot Córdoba, Eduardo Alvarez, o instrutor retirou os fones de ouvido, deixou o celular de lado e abriu a porta da cabine, uma manobra considerada muito difícil devido à forte pressão do ar durante o voo. O comportamento do profissional não havia levantado suspeitas entre os colegas de trabalho naquele dia, e ele já tinha realizado outro voo de instrução horas antes. A única mudança na rotina foi ter pedido carona para ir ao aeroporto, em vez de usar o próprio carro.

Mesmo em estado de choque com a situação, a jovem piloto conseguiu manter o controle da aeronave. Ela já possuía o brevê — a licença oficial para pilotar —, mas tinha pouca experiência e estava no local justamente para acumular horas de treino. A jovem entrou em contato pelo rádio com a equipe de solo, recebeu as orientações necessárias dos técnicos e conseguiu realizar um pouso seguro no aeroporto. Informações do jornal argentino Clarín revelaram que Bertazzo havia buscado atendimento psiquiátrico recentemente, mas não tinha comunicado o fato à escola de voo. O caso agora está sendo formalmente investigado pela Justiça Federal de Córdoba.

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