domingo, 15 de março de 2026

Instituto de Pesca estuda tanques-rede de grande volume para produção de tilápia na Região Noroeste

O Instituto de Pesca (IP) de São José do Rio Preto está à frente de um estudo pioneiro que busca otimizar a criação de tilápias no Noroeste Paulista, uma das regiões que mais se destacam no agronegócio de pescados. A pesquisa avalia o uso de tanques-rede de grande volume, uma tecnologia que promete aumentar a escala de produção e, ao mesmo tempo, garantir a preservação ambiental. O foco do trabalho, desenvolvido há mais de uma década, é entender como esse sistema impacta a qualidade da água e a saúde dos peixes em ambientes de grande circulação, como os reservatórios das usinas hidrelétricas.

Diferente dos tanques tradicionais de pequeno porte, as estruturas de grande volume — muitas vezes circulares e feitas de materiais como aço inox — permitem o cultivo de milhões de peixes em uma única área monitorada. No reservatório de Água Vermelha, por exemplo, a equipe do Instituto acompanha mais de 70 tanques que abrigam cerca de 2,1 milhões de tilápias. As coletas de dados são rigorosas e realizadas mensalmente para verificar se os resíduos da produção estão sendo diluídos corretamente pela correnteza, assegurando que os níveis de nutrientes na água permaneçam dentro dos padrões adequados.

As vantagens desse modelo incluem não apenas a alta produtividade, mas também a facilidade de manejo e a redução de custos operacionais. Com o auxílio da tecnologia, os produtores conseguem controlar melhor a alimentação dos peixes e realizar a despesca de forma mais eficiente. Segundo os pesquisadores, essa inovação é essencial para que o estado de São Paulo, que já ocupa a posição de segundo maior produtor de tilápia do Brasil, continue expandindo sua participação no mercado nacional e internacional de forma sustentável.

Os resultados colhidos até agora são positivos e reforçam que o Noroeste Paulista possui um potencial hídrico privilegiado para a piscicultura industrial. Com o sucesso da pesquisa em Rio Preto, o Instituto planeja expandir os estudos para outras regiões, como o reservatório de Itaipu, ainda em 2026. A iniciativa reafirma a importância da parceria entre a ciência e o produtor rural para transformar recursos naturais em desenvolvimento econômico, mantendo o equilíbrio com o meio ambiente.

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