sábado, 17 de outubro de 2026

Informação e combate aos criadouros são essenciais no enfrentamento à dengue e outras arboviroses

O Estado de São Paulo registra 58.906 casos e 42 óbitos por dengue em 2026, cenário que reforça a urgência da conscientização pública para frear a circulação do mosquito Aedes aegypti. Além da dengue, doenças como chikungunya e zika também demandam atenção contínua e acendem alertas sobre a importância de esclarecer dúvidas frequentes referentes a sintomas, formas de contágio e métodos eficazes de prevenção.

Muitos mitos ainda cercam o comportamento do vetor e o contágio das arboviroses. Especialistas reforçam que uma pessoa pode contrair dengue mais de uma vez, já que existem quatro sorotipos do vírus circulando e a imunidade adquirida após a infecção protege apenas contra o tipo específico contraído. A transmissão não ocorre diretamente de pessoa para pessoa nem por alimentos ou água, dependendo quase exclusivamente da picada da fêmea do mosquito infectada, que, embora seja mais ativa durante o dia, também pode buscar oportunidades para pocar no período noturno. O risco tampouco desaparece nos dias frios, pois os ovos do inseto conseguem resistir por meses em ambientes secos, voltando a se desenvolver assim que encontram água e temperaturas favoráveis.

A diferenciação dos sintomas e o cuidado com a medicação são pontos críticos para evitar complicações de saúde. Enquanto a dengue provoca febre alta repentina, dores no corpo e dor atrás dos olhos, a chikungunya destaca-se pelas dores e inchaços articulares intensos que podem se tornar crônicos e durar meses. A zika costuma apresentar quadros mais leves, com manchas na pele e coceira, embora exija cautela máxima em gestantes devido ao risco de complicações neurológicas no feto, ressaltando-se que o vírus da zika também pode ser transmitido por via sexual. Diante de qualquer suspeita, a orientação médica é essencial e a automedicação deve ser rigidamente evitada, pois remédios com ácido acetilsalicílico (AAS) e certos anti-inflamatórios elevam o risco de sangramentos e hemorragias.

A eliminação rigorosa de recipientes com água parada permanece como a medida de controle biológico mais eficiente para interromper o ciclo de reprodução do inseto, complementada pelo uso de repelentes e telas de proteção. Sinais de alarme como dores abdominais intensas, vômitos frequentes, sangramentos, tonturas ou cansaço excessivo — que costumam surgir no momento em que a febre começa a ceder — exigem busca imediata por atendimento médico de urgência. Para orientar a população e combater a desinformação, o Governo de São Paulo disponibiliza o portal digital Dengue 100 Dúvidas, reuniu esclarecimentos sobre as dúvidas mais pesquisadas na internet sobre as três doenças.

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