terça, 7 de julho de 2026

Influenciadores realizam velório simbólico diante do Impostômetro em protesto contra impostos e gastos públicos

Um grupo de influenciadores digitais e lideranças políticas realizou um protesto incomum no centro de São Paulo, no último sábado, dia 27 de junho. Os manifestantes organizaram um velório simbólico bem em frente ao Impostômetro para demonstrar insatisfação com a alta carga tributária e o elevado custo de vida no país. O ato contou com a presença de figuras conhecidas da internet e da política partidária, incluindo o ex-integrante do MST Pedro Pôncio, os pré-candidatos a deputado estadual Henrique Krigner e Major Hoio, ambos do partido Novo, o analista e âncora Gustavo Segré, além dos criadores de conteúdo Jessé Kuchla e Pierry Rodrigues.

Vestidos com roupas pretas e simulando o luto, os participantes usaram o espaço para criticar duramente a arrecadação recorde de impostos por parte do governo federal e o crescimento contínuo das despesas públicas. Em discursos inflamados, o grupo argumentou que o modelo econômico atual prejudica o desenvolvimento do país e pediu formalmente a renúncia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles justificaram o protesto apontando problemas fiscais graves, rombos financeiros em empresas estatais, o avanço da inflação e os cortes recentes de verbas em setores essenciais para a população, como saúde, educação e segurança pública.

O cenário escolhido para a manifestação não foi por acaso. O painel eletrônico do Impostômetro, mantido pela Associação Comercial de São Paulo para registrar em tempo real o total de tributos municipais, estaduais e federais pagos pelos cidadãos, bateu uma marca inédita no mesmo dia do protesto. Pela primeira vez na história, o contador atingiu a cifra de R$ 2 trilhões antes mesmo do fechamento do primeiro semestre do ano, atingindo o montante por volta das 9h da manhã de sábado.

A velocidade com que esse valor foi alcançado assusta os analistas econômicos ao evidenciar uma aceleração na cobrança de taxas. No ano anterior, a marca dos R$ 2 trilhões só havia sido atingida no dia 3 de julho, enquanto em 2024 o mesmo valor foi registrado quase no fim do mês, em 24 de julho. Para efeito de comparação histórica, há cerca de uma década, o painel só exibia essa quantia nos últimos dias do ano, como ocorreu em dezembro de 2015. Apesar de o governo arrecadar cada vez mais, as contas públicas continuam no vermelho: dados da plataforma especializada Gasto Brasil apontam que as despesas do poder público já superaram os R$ 2,7 trilhões no mesmo período, acentuando o forte desequilíbrio financeiro no país.

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