

A Polícia Civil de São Paulo abriu uma investigação para apurar os detalhes de um grave acidente de trânsito envolvendo o fisiculturista e influenciador digital Fábio Giga, ocorrido na noite do último sábado, dia 6 de junho. O atleta dirigia um carro de luxo, modelo Porsche 911 avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão, quando perdeu o controle da direção e atingiu duas motocicletas e dois automóveis na Rua das Juntas Provisórias, localizada no bairro do Ipiranga, na Zona Sul da capital paulista.

De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência, Fábio Giga relatou às autoridades que o veículo derrapou após passar por uma ondulação ou imperfeição no asfalto. Desgovernado, o Porsche atingiu em cheio duas motos, fazendo com que os pilotos fossem arremessados na pista, e colidiu com outros dois carros antes de finalmente parar ao bater contra uma mureta de proteção. O impacto da batida foi tão forte que todos os airbags do automóvel do influenciador foram acionados.
Os dois motociclistas sofreram ferimentos e precisaram ser socorridos e levados às pressas para hospitais da região. Segundo uma nota emitida pela advogada Jaqueline Almeida de Jesus, que representa a defesa do fisiculturista, os feridos estão conscientes, apresentam quadro de saúde estável e não correm risco de morte, embora continuem internados sob observação médica. Fábio Giga e os motoristas dos outros dois carros envolvidos na colisão saíram ilesos do acidente.
Bastante conhecido no cenário fitness nacional, Fábio Giga tem 46 anos e faz sucesso na internet, onde acumula mais de 3,7 milhões de seguidores no Instagram e 1,5 milhão de inscritos em seu canal do YouTube. Ele ganhou destaque no meio da musculação a partir de 2013, quando começou a gravar conteúdos ao lado de nomes famosos do fisiculturismo, transformando sua visibilidade em um modelo de negócios que hoje envolve consultorias esportivas, presença na mídia e redes de academia.
A defesa do influenciador destacou publicamente que ele manteve uma postura totalmente colaborativa e responsável logo após a batida. O atleta permaneceu no local, ajudou no socorro inicial e aceitou fazer o teste do bafômetro, que deu resultado negativo para o consumo de bebidas alcoólicas. A advogada garantiu ainda que o cliente continuará prestando toda a assistência necessária para o tratamento de saúde das vítimas e se responsabilizará pelo conserto e pagamento dos estragos materiais de todos os envolvidos. Por enquanto, o caso foi registrado como colisão e lesão corporal culposa, que é quando não há a intenção de machucar, e a Secretaria da Segurança Pública do Estado aguarda a conclusão dos laudos da perícia técnica para entender a real velocidade do carro e as condições da pista.







