domingo, 8 de fevereiro de 2026

Influenciador digital angolano é preso em Rio Preto suspeito de fraude no Bolsa Família

A Polícia Civil de São José do Rio Preto prendeu em flagrante, na última quarta-feira (20), um influenciador digital de nacionalidade angolana, identificado pelas iniciais F.P.S., sob a acusação de utilizar documentos falsos para aplicar golpes contra programas sociais. A detenção ocorreu no momento em que o homem deixava uma agência da Caixa Econômica Federal, situada na Avenida Alberto Andaló, após uma abordagem realizada por investigadores dos distritos policiais da região central.

Com o suspeito, que possui cerca de 40 mil seguidores em suas redes sociais, os policiais encontraram inicialmente uma Carteira de Registro Nacional Migratório falsificada em nome de um cidadão sudanês. Após admitir sua verdadeira identidade, o influenciador levou os agentes até o hotel onde estava hospedado, também no centro da cidade, onde foram localizadas outras quatro carteiras de identidade falsas, cada uma com nomes e fotografias diferentes, preparadas para serem utilizadas em novas tentativas de fraude.

Em seu depoimento, o homem confessou que viajou da Bahia, estado onde reside, especificamente para Rio Preto com o intuito de realizar cadastros fraudulentos no programa Bolsa Família em diversas agências bancárias. Ele detalhou que os documentos falsificados eram comprados na região da Praça da Sé, na capital paulista, e que o lucro dos saques era dividido com comparsas: ele ficaria com 300 reais de cada benefício liberado, repassando o restante do valor para os demais envolvidos no esquema.

A situação do influenciador se agravou durante a verificação de seus antecedentes, quando os policiais descobriram que ele já era alvo de um mandado de prisão temporária expedido pela Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes de São Paulo. Diante dos fatos, ele foi indiciado por estelionato e uso de documento falso, permanecendo detido e à disposição da Justiça. A polícia agora trabalha para identificar os outros integrantes da rede criminosa que fornecia os documentos e coordenava as fraudes.

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