sábado, 8 de agosto de 2026

Indústria brasileira reage com forte preocupação a tarifaço de 25% anunciado por Trump

O setor industrial brasileiro manifestou forte indignação e preocupação após o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, anunciar na madrugada desta quinta-feira (16) a imposição de uma nova taxa de 25% sobre as exportações de produtos do Brasil. A medida protecionista entrará em vigor no dia 22 de julho e incidirá sobre diversos bens nacionais, com exceção de uma lista de mais de 2 mil itens considerados essenciais para o mercado norte-americano — como café, suco de laranja, carne bovina e aeronaves —, os quais os EUA não produzem em larga escala.

Em nota oficial, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lamentou profundamente a decisão e destacou o impacto negativo da sobretaxa. Para a entidade paulista, o fato de a punição ter sido aplicada de forma unilateral e direcionada especificamente ao Brasil prejudica gravemente a competitividade do país diante de outros concorrentes no cenário internacional. Apesar do cenário adverso, a Fiesp declarou que manterá os esforços de diplomacia empresarial e continuará dialogando com parceiros norte-americanos na tentativa de reverter as tarifas ou conseguir novas isenções.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) seguiu a mesma linha de preocupação, ressaltando que os Estados Unidos são um parceiro de extrema importância, principalmente para as fábricas de produtos manufaturados no Brasil. A entidade mineira defendeu que o momento exige serenidade, responsabilidade e cooperação mútua nas relações internacionais para que o impasse comercial seja resolvido por meio de conversas construtivas.

Por sua vez, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, alertou que os impactos do protecionismo norte-americano já vinham afetando a produção nacional antes mesmo do anúncio oficial, apontando que 20 dos 27 estados do Brasil registraram queda nas vendas para os EUA no início do ano. Alban avaliou que o novo tarifaço tende a piorar significativamente as perspectivas econômicas do país, corroendo a competitividade da indústria, e defendeu que o Brasil deve usar todas as ferramentas disponíveis para reverter a taxação e recuperar a sólida relação histórica construída com os norte-americanos.

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