segunda, 3 de agosto de 2026

Incontinência urinária afeta milhões de adultos e tem tratamento, mas preconceito ainda adia busca por ajuda

A perda involuntária de urina é uma condição de saúde que afeta prioritariamente pessoas acima dos 40 anos, atingindo cerca de 45% das mulheres e 15% dos homens nessa faixa etária, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia. Apesar de ser mais frequente na maturidade, o problema não deve ser encarado como um efeito inevitável ou natural do envelhecimento. Médicos ressaltam que o quadro exige investigação clínica adequada para a identificação da causa e a escolha do tratamento correto.

A disfunção manifesta-se de diferentes maneiras e costuma ser classificada em quatro modalidades principais. A incontinência de esforço ocorre quando há vazamento ao espirrar, tossir, rir ou realizar exercícios físicos; a de urgência caracteriza-se por uma vontade repentina e incontrolável de urinar; a mista combina os dois sintomas; enquanto a funcional ou por transbordamento está associada ao esvaziamento incompleto da bexiga ou a limitações de mobilidade que dificultam a ida ao banheiro a tempo. Entre os fatores de risco estão o enfraquecimento muscular natural do assoalho pélvico, alterações hormonais da menopausa, problemas de próstata em homens e doenças crônicas como o diabetes.

Além do desconforto físico, o impacto emocional e social da condição costuma ser profundo. O constrangimento diante da possibilidade de episódios em público leva muitos indivíduos ao isolamento social, além de desencadear crises de ansiedade, queda na autoimagem e até depressão. A interrupção frequente do sono durante a noite para ir ao banheiro e o aumento do risco de infecções ou quedas em idosos também comprometem gravemente o bem-estar e a rotina dos pacientes.

Contudo, especialistas destacam que a incontinência urinária possui controle e alta taxa de sucesso no tratamento quando diagnosticada por urologistas, ginecologistas ou geriatras. As abordagens iniciais costumam priorizar métodos não invasivos, como a fisioterapia pélvica para fortalecimento muscular, o treinamento neurológico da bexiga e ajustes na dieta, incluindo a redução do consumo de cafeína e álcool. Quando necessário, o acompanhamento médico pode recomendar o uso de medicamentos específicos ou intervenções cirúrgicas modernas, garantindo o resgate da autonomia e da qualidade de vida dos afetados.

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