

A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, a Duda, que morreu aos 21 anos após ser arremessada em um salto de rope jump sem estar presa aos equipamentos de segurança, quebrou o silêncio. Em uma carta aberta emocionante divulgada no último sábado, os parentes expressaram uma mistura de profunda dor e indignação com o caso, ocorrido no dia 13 de junho na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. No texto, eles classificaram a tragédia como um crime inaceitável e exigiram que todos os responsáveis sejam punidos com rigor.

O comunicado detalha a trajetória interrompida de Duda, descrita como uma jovem alegre, carinhosa e cheia de planos. Nascida no dia de Natal, ela já era formada em Nutrição Esportiva, cursava a faculdade de Educação Física e trabalhava em uma academia. Além dos objetivos profissionais, a jovem planejava se casar em breve e construir uma família. O noivo de Maria Eduarda estava presente no local e presenciou o momento em que ela foi lançada no abismo sem a devida conexão com as cordas de proteção.
A investigação policial sobre o caso avançou rapidamente e já resultou em seis prisões. No dia do acidente, os três instrutores responsáveis pela execução do salto foram presos em flagrante e indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Uma semana depois, outras três pessoas foram detidas pela Polícia Civil, suspeitas de tentarem obstruir a justiça ao apagarem dados das redes sociais da empresa e sumirem com a câmera que registrou o salto da jovem.


No encerramento do documento, a família Rodrigues reforçou que confia no trabalho do sistema judiciário para honrar a memória de Duda. Eles ressaltaram que a busca por respostas serve também como um alerta urgente para que negligências semelhantes não tirem a vida de outros jovens. Os parentes agradeceram a onda de solidariedade que vêm recebendo e pediram privacidade para enfrentar o período de luto.








