

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou que qualquer decisão sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Banco Master será baseada estritamente nas regras do regimento interno da instituição. O posicionamento foi dado neste domingo, logo após o parlamentar participar de um evento esportivo promovido pela Casa. Apesar da pressão para que as investigações comecem logo, Motta descartou uma abertura imediata, explicando que existem outros pedidos de CPI mais antigos na fila aguardando análise pela mesa diretora.

Enquanto a liderança da Câmara pede cautela, governistas e opositores correm contra o tempo nos bastidores para viabilizar comissões mistas, que unem deputados e senadores. Duas grandes frentes de articulação estão em andamento para coletar o apoio necessário: uma liderada pelo senador Carlos Viana e outra pelo deputado Lindbergh Farias. Para acelerar o processo, Lindbergh acionou o Supremo Tribunal Federal com um mandado de segurança, na tentativa de assegurar judicialmente que o Congresso instale a comissão de formato misto.
O interesse do Congresso em investigar o Banco Master aumentou de forma significativa após a repercussão de novos fatos envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O empresário passou a ser alvo dos parlamentares após ser apontado como o financiador de uma produção cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso gerou tanta movimentação política em Brasília que, atualmente, sete pedidos diferentes de investigação estão tramitando no Poder Legislativo.
Além dos projetos que ainda buscam apoio, outras cinco propostas de comissão já conseguiram o número mínimo de assinaturas exigido por lei e aguardam uma definição dos comandos das Casas. Esses requerimentos foram apresentados por um grupo diverso de parlamentares, que inclui desde Rodrigo Rollemberg, Eduardo Girão, Alessandro Vieira e Carlos Jordy, até as deputadas Fernanda Melchionna e Heloísa Helena. No âmbito do Senado, o destino dessas investigações está nas mãos do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a quem cabe a palavra final sobre a abertura dos trabalhos na Casa Alta.







