

A relação entre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e o surgimento de tumores na região da cabeça e do pescoço tem acendido o alerta na comunidade médica. O papilomavírus humano, popularmente conhecido como HPV, figura entre os principais fatores associados a esse tipo de neoplasia, especialmente quando combinado ao consumo de álcool e ao tabagismo. A transmissão desses microrganismos ocorre predominantemente em relações sexuais desprotegidas, podendo desencadear alterações celulares graves ou comprometer o sistema de defesa do corpo.

De acordo com médicos do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo, o vírus é o causador frequente de tumores na orofaringe, área que engloba a base da língua e as amígdalas. Embora existam centenas de variações de HPV, os subtipos de alto risco, como o 16 e o 18, inativam as defesas naturais do organismo e estimulam a multiplicação desordenada de células nocivas. Levantamentos do Ministério da Saúde confirmam essa tendência ao registrar um crescimento de quase 49% nos atendimentos por tumores de orofaringe nos últimos anos no país.
Outro fator de risco preocupante envolve pacientes com HIV não controlado. Nesses casos, o vírus da aids não gera o tumor diretamente, mas fragiliza a imunidade do indivíduo, tornando o corpo incapaz de combater mutações celulares perigosas. A prevenção dessas complicações passa fundamentalmente pela vacinação contra o HPV na idade recomendada, pelo uso constante de preservativos em todas as práticas sexuais, pelo acompanhamento médico regular da cavidade oral e pela busca por diagnósticos precoces.











