sexta, 9 de outubro de 2026

Hospital de Base está atendendo no corredor

Cerca de 50 pacientes estavam espalhados pelos corredores do Hospital de Base (HB) na manhã desta terça-feira em Rio Preto e o problema não é de hoje segundo o médico…

Cerca de 50 pacientes estavam espalhados pelos corredores do Hospital de Base (HB) na manhã desta terça-feira em Rio Preto e o problema não é de hoje segundo o médico e Superintendente Assistencial do HB, André Baitello.

De acordo com Baitello o que aconteceu nunca havia ocorrido. “Estávamos com diversos pacientes em macas espalhadas pelos corredores do hospital, mas isso não é grave, o problema é que estamos com oito pacientes que precisam de atendimento de urgência e não temos como atendê-los, já que todas as UTI’s estão lotadas”, revela o médico.

O aposentado Orlando Bertolini, 75 anos era um dos pacientes que foram atendidos no corredor. Ele chegou na noite do último domingo e ainda permanecia no hospital.

<i."Eu passei mal em casa, com fortes dores no peito e me trouxeram pra cá, estou desde domingo sendo atendido no corredor, mas o que posso fazer ? Preciso ser medicado, temos que ter paciência"., conta o vendedor aposentado.

A acompanhante de Bertolini, sua esposa Iolanda Rico Bertolini de 71 anos estava ao seu lado. Para ela, o atendimento mesmo sendo realizado de maneira improvisada, é bom.

“Eles fazem de tudo pela gente, é uma pena que não temos uma vaga nos quartos, mas eles estão cuidando bem do meu marido e é isso que importa”, garante Iolanda que passou duas noites, sem poder dormir sentada em uma cadeira.

O HB tem capacidade para atender 820 pessoas, sendo 100 vagas para atendimento particular. Na UTI cabem cerca de 120 pacientes.

“Já tivemos dias de termos 80 pessoas sendo atendidas em macas, mas os casos eram menos graves, então a situação não era tão caótica como a de hoje (terça-feira)”, comenta Baitello.

O médico explica que a superlotação do HB tornou-se constante por causa do mal funcionamento da Central de Regulação médica da DIR XXII, que leva até o hospital pacientes que não necessitariam de tratamento e que poderiam ser medicados em postos de saúde, prontos socorros ou outros hospitais da região.

“Recebemos diversos pacientes com dor de cabeça, vômito, diarréia, etc. São casos em que não há necessidade de uma internação no Hospital de Base, qualquer outra instituição poderia resolver esses problemas, mas a central de regulação do estado não está sabendo remanejar essa demanda, o que torna o nosso trabalho mais complicado, hoje os pacientes da micro-região são os maiores problemas que enfrentamos aqui no HB”, afirma Baitello.

A secretaria estadual de saúde, através de sua assessoria de imprensa, informou a viabilização de estudo que será encaminhado a diretora do HB, Ana Luiza de Arnaldo Silva Rodriguez, para alterar o sistema da Central de Regulação, no momento falho.

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