quarta, 15 de julho de 2026

Homem que sofreu amputação das pernas sobe monte de 158 metros rastejando

Um homem sem as pernas escalou rastejando um monte de 158 metros de altura, o pico Glastonbury Tor, localizado em Somerset (Inglaterra). O desafio de Mark Antony Humphries, que também atende pelo nome artístico de Kray-Z Legz, foi pensado com a finalidade de atrair visibilidade e doações para a Levelling the Field (LTF), uma instituição de caridade que ajuda pessoas com deficiência a ingressarem na indústria musical. A ação aconteceu no dia 26 de junho e arrecadou cerca de R$ 7 mil.

No topo do Glastonbury Tor, há um famoso monumento de pedra que não tem teto, chamada Torre de São Miguel.

O artista de 37 anos, que já fez colaborações com nomes conhecidos internacionalmente, como Snoop Dogg, nasceu com uma má-formação na coluna que comprometeu os seus movimentos das pernas. Com isso, Mark usou cadeira de rodas desde a sua infância e, por conta da pressão do seu corpo contra o assento, ele acabou tendo grandes úlceras nas pernas. As feridas evoluíram para uma infecção grave, que suscitou a amputação dos seus dois membros inferiores para que o caso não evoluísse até um choque séptico.

“Sou uma pessoa com amputação dupla das pernas, nascida com espinha bífida. Não consigo andar nem ficar em pé e uso uma cadeira de rodas manual. Vou subir a colina de Glastonbury Tor de quatro para arrecadar fundos para a organização Leveling the Field”, escreveu o músico na página que destinou para receber doações.

Em 2025, Mark foi mentor do LTF e afirmou ter visto de perto como o projeto é eficiente em oferecer oportunidades para pessoas com deficiência que pretender se projetar na música. O programa oferece cursos remunerados de desenvolvimento de carreira, experiência em festivais ao vivo (gestão de palco, contato com artistas, produção de eventos), mentoria individual e treinamento em Língua Gestual Britânica para quatro estagiários.

“Como artista com deficiência física, entendo pessoalmente o quão difícil é existir na indústria da música, visto que a maioria dos locais e eventos ainda não são acessíveis a todos, e é por isso que quero apoiar a LTF para que eles possam realizar seu trabalho incrível”, concluiu ele.

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