

Um homem que foi encontrado gravemente ferido em um motel abandonado no bairro Jardim Itapema, em São José do Rio Preto, não resistiu à gravidade das lesões e faleceu na tarde da última quarta-feira, dia 3 de junho, no Hospital de Base. O caso, que havia sido registrado inicialmente na delegacia como lesão corporal, teve a sua tipificação alterada e passa a ser investigado como homicídio pela Polícia Civil. De acordo com os relatórios enviados pela administração do hospital às autoridades policiais, a vítima ainda não possui identificação oficial e nenhum familiar se apresentou até o momento.

O paciente foi levado à unidade de saúde na madrugada de segunda-feira, dia 1º de junho, após ser resgatado em estado gravíssimo. Os prontuários médicos indicam que o homem apresentava sinais nítidos de espancamento generalizado, múltiplas fraturas nos ossos do rosto e queimaduras severas no peito e nos braços. Devido ao forte traumatismo e à perda de consciência, os socorristas precisaram intubar o homem ainda no local da agressão. No hospital, ele passou por uma cirurgia neurológica de emergência por causa de uma hemorragia no crânio, permanecendo internado respirando com a ajuda de aparelhos enquanto aguardava tratamento para as queimaduras.
O crime foi descoberto na noite de domingo, dia 31 de maio, no antigo motel desativado. Na ocasião, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) precisou pedir o apoio de agentes da Guarda Civil Municipal para conseguir socorrer a vítima. Segundo os guardas, o homem estava confuso, aparentemente sob o efeito de drogas e muito agitado, o que exigiu que ele fosse contido para que os primeiros socorros fossem realizados. Ele tinha cortes profundos na boca e ferimentos extensos na cabeça. Durante uma varredura pelos quartos do estabelecimento abandonado, os guardas municipais localizaram um cômodo com paredes sujas de sangue e marcas de incêndio, o que reforça a tese de que a sessão de tortura e espancamento aconteceu naquele local.
Com a confirmação da morte, o hospital acionou a Polícia Civil e solicitou que o Instituto Médico Legal (IML) faça os exames de necropsia e tente descobrir a identidade do homem por meio de impressões digitais. As investigações foram repassadas para a equipe de homicídios da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), que agora trabalha para descobrir quem cometeu as agressões e qual foi o motivo que levou ao assassinato da vítima.







