quinta, 11 de junho de 2026

Homem espancado e queimado em motel abandonado morre no Hospital de Base de Rio Preto

Um homem que foi encontrado gravemente ferido em um motel abandonado no bairro Jardim Itapema, em São José do Rio Preto, não resistiu à gravidade das lesões e faleceu na tarde da última quarta-feira, dia 3 de junho, no Hospital de Base. O caso, que havia sido registrado inicialmente na delegacia como lesão corporal, teve a sua tipificação alterada e passa a ser investigado como homicídio pela Polícia Civil. De acordo com os relatórios enviados pela administração do hospital às autoridades policiais, a vítima ainda não possui identificação oficial e nenhum familiar se apresentou até o momento.

O paciente foi levado à unidade de saúde na madrugada de segunda-feira, dia 1º de junho, após ser resgatado em estado gravíssimo. Os prontuários médicos indicam que o homem apresentava sinais nítidos de espancamento generalizado, múltiplas fraturas nos ossos do rosto e queimaduras severas no peito e nos braços. Devido ao forte traumatismo e à perda de consciência, os socorristas precisaram intubar o homem ainda no local da agressão. No hospital, ele passou por uma cirurgia neurológica de emergência por causa de uma hemorragia no crânio, permanecendo internado respirando com a ajuda de aparelhos enquanto aguardava tratamento para as queimaduras.

O crime foi descoberto na noite de domingo, dia 31 de maio, no antigo motel desativado. Na ocasião, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) precisou pedir o apoio de agentes da Guarda Civil Municipal para conseguir socorrer a vítima. Segundo os guardas, o homem estava confuso, aparentemente sob o efeito de drogas e muito agitado, o que exigiu que ele fosse contido para que os primeiros socorros fossem realizados. Ele tinha cortes profundos na boca e ferimentos extensos na cabeça. Durante uma varredura pelos quartos do estabelecimento abandonado, os guardas municipais localizaram um cômodo com paredes sujas de sangue e marcas de incêndio, o que reforça a tese de que a sessão de tortura e espancamento aconteceu naquele local.

Com a confirmação da morte, o hospital acionou a Polícia Civil e solicitou que o Instituto Médico Legal (IML) faça os exames de necropsia e tente descobrir a identidade do homem por meio de impressões digitais. As investigações foram repassadas para a equipe de homicídios da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), que agora trabalha para descobrir quem cometeu as agressões e qual foi o motivo que levou ao assassinato da vítima.

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