sábado, 1 de agosto de 2026

Homem é morto a tiros por agentes de imigração nos EUA e caso gera forte onda de protestos

Um homem ainda não identificado oficialmente foi morto a tiros por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) na manhã desta segunda-feira (13), na cidade de Biddeford, no estado do Maine. O episódio, classificado pela governadora democrata Janet Mills como um “tiroteio fatal”, mobilizou imediatamente equipes policiais e representantes de órgãos federais e estaduais para investigar as circunstâncias do ocorrido. De acordo com veículos de imprensa locais, a vítima seria um jovem colombiano de aproximadamente 25 anos que teve o veículo abordado pelos agentes federais de imigração antes dos disparos.

A tragédia abalou a comunidade local e gerou uma onda de indignação entre lideranças políticas, que cobram explicações imediatas sobre a necessidade do uso de força letal em vias públicas. O presidente da Câmara dos Representantes do Maine, Ryan Fecteau, expressou profunda tristeza pela perda e cobrou respostas claras sobre os motivos que levaram à operação e ao desfecho violento, destacando que a população imigrante acaba sendo a mais afetada por esse tipo de situação. No mesmo tom, a deputada democrata Chellie Pingree, representante da região, declarou-se indignada e afirmou categoricamente que agentes federais não devem usar força de extrema gravidade contra ninguém, independentemente do status de moradia da pessoa no país.

A tensão ganhou ainda mais força porque o caso ocorre menos de uma semana depois de outro episódio semelhante no Texas, onde um motorista mexicano, identificado como Lorenzo Salgado Araujo, também foi morto a tiros por um agente de imigração durante uma abordagem em Houston. Diante da repetição de mortes violentas sob custódia ou intervenção de autoridades de fronteira, manifestantes foram às ruas e o portal de notícias Portland Press Herald informou que os protestos vêm ganhando grande adesão nas últimas horas. Em meio ao cenário de forte comoção, a senadora republicana Susan Collins defendeu que o caso passe por uma investigação totalmente rigorosa e imparcial, que atualmente está sob a responsabilidade do FBI.

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