

O Ministério Público de São José do Rio Preto (SP) formalizou uma denúncia por homicídio qualificado contra um homem, conhecido como “Popó”, acusado de participar do linchamento que resultou na morte de Kilde Ramon da Silva Brito. O crime ocorreu em janeiro de 2025 e chocou a região pela brutalidade. O suspeito já estava preso preventivamente e agora responderá ao processo judicial como réu, após o encerramento das investigações policiais.

O caso teve início quando Kilde, que estaria sofrendo um surto psicótico, foi visto caminhando nu pelas ruas de um bairro da cidade. Durante o episódio, ele invadiu uma casa e acabou caindo sobre um bebê recém-nascido. Apesar do susto, a criança não sofreu ferimentos, mas os gritos de socorro da mãe atraíram vizinhos e pessoas que passavam pelo local. O grupo arrastou Kilde para o meio da rua e iniciou uma sequência de agressões violentas que só cessaram com a chegada da Polícia Militar.
As investigações da Polícia Civil utilizaram imagens de câmeras de segurança e laudos periciais para identificar os responsáveis pelas agressões fatais. De acordo com as provas colhidas, o acusado teria utilizado uma abraçadeira de plástico, popularmente chamada de “enforca-gato”, para estrangular a vítima, chegando a arrastá-la pelo pescoço. Além do estrangulamento, “Popó” também é acusado de desferir diversos socos contra a cabeça de Kilde, que não teve chances de defesa.
O laudo do Instituto Médico Legal confirmou que a morte foi causada por uma combinação de politraumatismo craniano e asfixia mecânica. Com a denúncia aceita pela Justiça, o caso entra em uma nova fase, transformando-se em uma ação penal. Agora, o acusado será julgado pelos atos cometidos, enquanto as autoridades buscam esclarecer a participação de outros envolvidos no linchamento.







