quarta, 10 de junho de 2026

Homem é condenado a quase 30 anos de prisão por torturar e manter namorada em cárcere privado em Rio Preto

Foto: Arquivo pessoal e Reprodução/Gazeta do Interior

A Justiça de São José do Rio Preto condenou a quase 30 anos de prisão um homem de 40 anos acusado de cometer uma série de crimes brutais contra a sua namorada, de 29 anos. Geisson Gil Leiras foi considerado culpado por tortura qualificada, estupro continuado, cárcere privado qualificado, registro não autorizado da intimidade sexual e divulgação de cena de sexo. A sentença estipulou uma pena de 28 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, além de mais 1 ano e 2 meses em regime semiaberto. O condenado, que já cumpria prisão preventiva, não poderá recorrer da decisão em liberdade e também terá de pagar uma indenização de dez salários mínimos à vítima por danos morais.

O crime aconteceu em agosto do ano passado no bairro Parque Residencial Lealdade e Amizade. A vítima, que reside na cidade vizinha de Ibirá, possuía uma medida protetiva contra o agressor devido a episódios anteriores de violência doméstica. No entanto, ela foi convencida por Geisson a reatar o namoro após acreditar que ele mudaria de comportamento. Sob esse pretexto, o homem alugou um imóvel em Rio Preto e levou a companheira para o local. De acordo com as investigações, movido por uma crise de ciúmes infundada e pela suspeita de que estava sendo traído, o agressor trancou a mulher na residência e iniciou uma violenta sessão de espancamentos que durou quatro dias, utilizando pedaços de madeira e outros objetos da casa.

Durante o período em que foi mantida em cativeiro, a jovem sofreu graves agressões físicas e psicológicas. Além de ter seus cabelos cortados pelo namorado, ela sofreu fraturas no nariz e uma fratura exposta no cotovelo. A polícia também constatou que o homem filmou cenas íntimas da vítima sem o consentimento dela e espalhou o material na internet. A situação só começou a se resolver quando o agressor saiu da residência e, ao retornar dois dias depois, percebeu que a namorada não conseguia sequer caminhar por causa dos ferimentos. Diante do estado de saúde da mulher, ele ligou para o pai dela pedindo ajuda, mas tentou criar um álibi mentiroso, alegando que a filha havia sido espancada pela esposa de um suposto amante.

O pai da vítima foi até o local, fez o resgate e a encaminhou imediatamente para a Santa Casa de Ibirá. Devido à extrema gravidade das lesões, a jovem precisou ser transferida com urgência para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, onde passou por procedimentos cirúrgicos e permaneceu internada por cinco dias antes de receber alta médica.

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