

O Tribunal do Júri de Votuporanga condenou, nesta terça-feira, dia 7 de julho, um homem a uma pena de mais de 17 anos de prisão em regime fechado por uma tentativa de assassinato ocorrida em 2022. O julgamento também envolveu outros dois réus que eram acusados de participação no mesmo crime, mas que acabaram sendo totalmente absolvidos pelos jurados por falta de provas. Os três haviam sido denunciados pelo Ministério Público após uma investigação conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais, a DIG, cujo trabalho detalhado sobre a dinâmica da ação criminosa foi apresentado por um investigador durante a sessão.

De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor Eduardo Martins Boiati, o trio teria tentado matar um homem por conta de uma disputa por territórios de tráfico de drogas no município. O promotor defendeu a tese de tentativa de execução e aproveitou o plenário para elogiar a atuação integrada das polícias Civil e Militar no caso. Logo após o atentado na época, o principal acusado foi localizado e preso em São José do Rio Preto, onde foi flagrado com o mesmo carro e a arma que teriam sido utilizados no crime em Votuporanga. Durante os interrogatórios no tribunal, no entanto, todos os envolvidos negaram ter qualquer ligação com o ataque ou com a suposta guerra entre facções criminosas.
A vítima do atentado, que foi baleada no bairro Vila Marin mas conseguiu sobreviver, acompanhou e participou do julgamento por meio de uma videoconferência direto de um presídio no Rio de Janeiro, onde cumpre pena por outro motivo. Em seu depoimento, o homem relatou que foi pego de surpresa por uma rajada de tiros assim que chegou em casa, mas afirmou não saber quem foram os autores e não confirmou o envolvimento de nenhum dos três acusados no banco dos réus.


A decisão de absolver os outros dois suspeitos foi celebrada pela defesa dos acusados. O advogado Marcos Gianezzi ressaltou que a justiça foi feita e destacou sua atuação combativa para demonstrar que não existiam provas concretas que ligassem seu cliente ao crime, tese que também foi defendida pelo advogado Roberto Almeida, responsável pela defesa do segundo homem inocentado. A reportagem tentou entrar em contato com o advogado Gilberto Nascimento, que defendeu o homem condenado, para saber se a defesa pretende recorrer da sentença de 17 anos, mas não obteve retorno até a publicação.








